A maior caverna da África do Sul


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Descoberta - Cango Caves, a maior caverna da África do Sul, virou ponto turistico em 1983 e, segundo os guias, ainda guarda segredos
Descoberta - Cango Caves, a maior caverna da África do Sul, virou ponto turistico em 1983 e, segundo os guias, ainda guarda segredos

A 29 quilômetros de uma pequena cidade chamada Oudtshoorn, em Western Cape, está guardada uma reserva natural importante, especialmente para os estudiosos de geologia. Trata-se de Cango Caves, a maior caverna da África do Sul. Descoberta no século 18, mas transformada em ponto turístico em 1893, a caverna fica no alto de Cango Valley, que só pode ser acessado por uma estreita estrada bem asfaltada, que leva os viajantes a tirarem belas fotos a cada curva.


Quem se depara com o local, de primeira, até estranha. A atual estrutura para receber os curiosos, existente há apenas dez anos, é bastante moderna, com estacionamento, caixa eletrônico, restaurantes, centros de informação e lojas de artesanato. Porém, logo após adentrar a caverna propriamente dita, percebe-se a importância de Cango Caves, que até 400 anos atrás abrigou pequenas comunidades paralelas. Quem faz a visita tem duas opções, sempre acompanhado de experientes guias: faz o passeio Standard (padrão), que custa 60 randes e dura uma hora, ou opta pelo adventure, de 80 randes e que é percorrido em 90 minutos. Todos os passeios são feitos em grupos com número limitado de pessoas, para garantir o menor grau de intervenção humana possível. O primeiro é muito bom para quem quer sair de lá com muita informação sem necessariamente suar a camiseta. Já o módulo aventureiro, como o próprio nome diz, é ideal aos que intentam sentir na pele a realidade de uma grande caverna, com direito a entradas em pequenos vãos e caminhos tortuosos que testam a resistência física. Cango Caves é muito procurado por famílias sul-africanas, sobretudo por pais que querem levar seus filhos a passeios baratos e relativamente rápidos. Muitos estudiosos também adoram ir até lá - mesmo com toda a infraestrutura pronta, Cango ainda tem muitos espaços a serem descobertos, segundo informação dos guias.


Quando se entra na caverna, o guia logo apresenta um enorme saguão e aos poucos o vai iluminando e iniciando suas explanações. Primeiro ele apresenta um pequeno candelabro, que a princípio era o único modo de se enxergar lá dentro - uma rápida experiência de um minuto no escuro é suficiente para perceber a atmosfera do lugar de fato. Em seguida, mostra formações de calcário que datam de mais de um milhão de anos. E ver as estalactites (formações sedimentares que brotam do teto da caverna) e estalagmites (do chão) também significa tentar detectar diferentes esculturas naturais. “Você pode usar a sua imaginação”, afirma o guia Cedric sobre as diferentes figuras que podem ser vistas lá dentro.


Se em um momento você se depara com imagens que mais parecem criaturas monstruosas, em outros é possível imaginar uma grande queda d’água ou uma asa de anjo. Existe até uma formação chamada de “A Pequena Torre de Pisa”, que remete ao famoso monumento italiano e que nasceu da junção de uma estalactite com uma estalagmite. Uma pequena sala no meio do caminho mais parece um quarto de lua-de-mel. De um lado algo que lembra uma cama de casal - com um curioso “lençol” verde que surgiu devido à exposição excessiva à luz de lâmpadas - e do outro uma garrafa de champanhe.


Até 1994, Cango Caves tinha até um palco para apresentações de música clássica. Porém a atração foi extinta depois que se observou que, além de o som prejudicar as estruturas naturais, muitos visitantes - em multidões - retiravam pedaços de rochas das paredes para levar para casa. Se por um lado isso é errado, por outro tem uma explicação. Muitas das formações cristalizadas permitem a passagem da luz, um efeito visual incrível.

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