O promotor de Justiça Fernando de Andrade Martins é considerado rígido por alguns e implicante por outros. O fato é que, ao longo do último ano, esteve envolvido em uma das polêmicas que mais movimentaram a cidade. Ele foi responsável “ressuscitar” uma lei já existente, mas que não estava sendo cumprida em Franca. A partir de abril do ano passado, os boloteiros tiveram que retirar suas barracas e trailers de áreas públicas, caso contrário pagariam multa. No mesmo período, mesas e cadeiras também tiveram que ser retiradas das calçadas de bares e restaurantes. Tanto bolotas quanto comerciantes estabelecidos tiveram que se adequar às regras, como, por exemplo, no caso de bares e restaurantes, deixar espaço livre de no mínimo dois metros para a passagem de pedrestes.
Mudanças de endereços, reformas e reformulações de rotinas marcaram semanas e semanas de muito trabalho por parte desses comerciantes e dos próprios clientes. As queixas de prejuízos, alegando que a proibição resultou em queda no movimento por parte dos comerciantes, e a reclamação dos clientes privados de curtir um happy hour em locais de costume marcaram muitos dias do último ano. Assim como um apoio tímido por parte dos que concordavam com as medidas também se fez presente.
Em que pese a reclamação generalizada, a desocupação de áreas públicas foi considerada para o promotor um salto no desenvolvimento da cidade. “Sinto que a comunidade deu uma resposta positiva às mudanças, Franca ficou bem melhor, o visual da cidade ganhou um contorno e as calçadas passaram a ser de quem elas eram mesmo, ou seja, dos pedestres”, disse Fernando de Andrade Martins.
O promotor promete novas mudanças. Agora, está em sua mira o Parque de Exposições “Fernando Costa” para realização de shows. O MP abriu inquérito civil para apurar responsabilidade pela poluição sonora durante eventos realizados no local.
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