Imagine uma pessoa de bermuda, boné, camiseta e protetor solar. Ela deve estar se preparando para ir à praia ou para exercer alguma atividade de lazer, certo? Errado! Ela pode estar trabalhando, pelo menos se for um profissional da educação física. Apesar de toda a informalidade do traje, esta profissão exige empenho, disposição e, principalmente, capacidade didática. O educador físico tem a responsabilidade de ensinar crianças e instruir pessoas durante a atividade física, tão importante para uma vida saudável.
A sociedade e as instituições governamentais entendem, cada vez mais, a atividade física como uma questão de saúde pública. As escolas estão utilizando as aulas para difusão de valores e formação de consciência cidadã nos jovens. Valmer de Souza, 45, é educador físico há 24 anos e trabalha atualmente com crianças e adolescentes de 4 a 17 anos. Valmer atua em três instituições diferentes. É professor do Estado, da prefeitura e do clube do Sesi de Franca. O educador afirma que é fascinante trabalhar com crianças, principalmente de 4 a 6 anos de idade. “É muito interessante. Eu, adulto, tenho que entrar no mundo delas (crianças). Às vezes, conto histórias de gigante, na qual temos que atravessar lagos e passar pela floresta, as crianças acreditam e vivemos uma experiência fictícia. Procuramos, assim, trabalhar as habilidades, a estruturação motora, além de tentar inserir valores importantes para elas”. O professor explica como é diferente seu trabalho com jovens de 11 a 17 anos. “Eu preparo estes adolescentes para competições de natação. Eles são muito focados e determinados. Preocupam-se com o aprimoramento técnico, respiração e estratégias. Cada centésimo de segundo é importante na hora da competição”.
O profissional da educação física tem várias possibilidades de atuação. Ele pode ser personal trainer, atuar em clínicas de fisioterapia que tenham condicionamento físico e trabalhar no ensino formal de escolas. Segundo Valmer, um profissional dedicado (entenda-se que trabalhe de 10 a 12 horas por dia) pode conseguir um rendimento salarial de R$ 2 mil a R$ 4 mil mensais.
MONITOR
De acordo com Homero Domenciano, orientador de esportes e lazer do Sesi de Franca, a entidade dispõe atualmente de 16 professores de educação física, dos quais 13 estão atuando no clube e três estão no ensino formal da escola. O Sesi ainda conta com 14 monitores contratados, sendo nove fixos (período de um ano prorrogável por mais um) e cinco temporários, contratados especificamente para a colônia de férias desenvolvida pela entidade neste mês. Segundo Évelyn Marques, de 24 anos, monitora líder do clube do Sesi, o salário que ela e os outros monitores recebem gira em torno de R$ 550. Para ser monitor do Sesi, o interessado precisa ser aluno do terceiro ou quarto ano do curso de bacharel em educação física.
Os monitores do clube do Sesi auxiliam os professores nas aulas de esportes e nas atividades recreativas das crianças da colônia de férias. “Fazemos muitas brincadeiras com as crianças, mas também temos a parte séria com as oficinas de primeiros socorros, tênis e outras modalidades esportivas”, destaca Évelyn.
Roberto Alves Júnior, de 25 anos, está no último ano de educação física e também é monitor do Sesi. Ele já é formado em administração e trabalhou durante cinco anos na fábrica de calçados da família, mas diz preferir a educação física. “Na fábrica eu tinha que trabalhar de calça e camisa de botão, aqui é bem melhor. Adoro trabalhar com as crianças”.
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