A partir de segunda-feira, 12, o Conselho Tutelar de Franca terá nova formação. Os cinco novos conselheiros tutelares, eleitos pela comunidade no dia 23 de maio, assumem seus postos e iniciam os atendimentos a crianças e adolescentes vítimas de maus-tratos, negligência, abuso sexual, com problemas na escola ou envolvidos com drogas e álcool. Os familiares também serão atendidos. A cerimônia de posse dos novos conselheiros será realizada hoje, às 9 horas, no Parque “Fernando Costa”. São esperadas autoridades como o juiz e promotor da Infância e da Juventude, vereadores e deputados.
Nas eleições, 36 candidatos concorreram às cinco vagas do Conselho. A votação não era obrigatória, mas quase oito mil pessoas participaram do processo. Foram eleitos Rilda Aparecida Dias, Ilton Sérgio Ferreira, Gláucia Aparecida Machado Limonti, Marcelo Mambrini e Viviane Cristina Nazaré Santos (veja mais informações no quadro). Como suplentes, a instituição terá os seguintes representantes: José Luiz Pimenta, André Luiz Gomes de Souza, Lucimara de Oliveira Garcia, Maria Beatriz Surjos de Pádua Pinto e Regina Célia Cravo.
Os novos conselheiros terão mandato de três anos, até julho de 2013. Precisaram se afastar das profissões que exerciam para ter dedicação exclusiva ao novo trabalho. A carga horária será de oito horas por dia mais plantões noturnos e aos fins de semana. Os conselheiros têm autonomia para definir a escala de plantões. O planejamento deverá ser feito na próxima semana, bem como a escolha do presidente do Conselho. O salário será de R$ 2.400.
O Conselho recebe em média 112 denúncias por mês. Além dos casos de negligência, maus-tratos e abusos, os conselheiros costumam ser acionados pela Polícia Militar e Juizado da Infância para fazer blitze em boates e festas e verificar se há menores, venda e consumo de bebidas alcoólicas por eles.
A auxiliar de enfermagem Rilda Dias foi a mais votada. Recebeu 531 votos. É funcionária na UBS (Unidade Básica de Saúde) do Jardim Ângela Rosa há 14 anos e se prepara para deixar o cargo amanhã e assumir na segunda-feira a função de conselheira tutelar. “Minhas expectativas são as melhores possíveis porque para mim é um prazer muito grande, junto com o poder público, poder assegurar os direitos da criança e do adolescente. Tenho certeza que serei uma peça especial para proteger as crianças”.
Os cinco novos conselheiros já fizeram seis reuniões para conhecer mais sobre o trabalho. Visitaram o Recanto Samaritano, que abriga crianças e adolescentes vitimizadas e o projeto Família Acolhedora, que recebe menores quando precisam ser retirados das famílias. Os novatos contam com a experiência da conselheira Gláucia Limonti para organizar e conhecer mais sobre o trabalho. Para ela, que iniciará o segundo mandato, a maior dificuldade é a carência de instituições especializadas no atendimento a adolescentes. “Não há clínicas de recuperação que aceitam internar adolescentes dependentes de drogas nem uma casa abrigo para mães e crianças vítimas de violência em casa”, disse.
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