Para Maicon Éder, 29, que trabalha na Defesa Civil há dois anos, participar do parto ontem foi a realização de um sonho. Ele já tinha ouvido os colegas de trabalho comentarem sobre a emoção desse tipo de ocorrência e queria viver a experiência.
Comércio - Como foi a madrugada de trabalho?
Maicon - Fomos do inferno ao céu. Por volta da 1 hora atendemos um homem de 42 anos que teve uma parada cardíaca e não resistiu. Por volta das 3h45, entrou no rádio que tinha um parto em andamento. Chegando ao local, vimos a criança nascendo. Eu já tinha esse sonho de realizar uma ocorrência dessa natureza, mas não sabia que ia ser tão gratificante participar da chegada de uma nova vida.
Comércio - O que passou pela sua cabeça?
Maicon - Passam mil coisas, mas a gente queria realmente chegar ao local e participar do parto. Quando chegamos e nos deparamos com a mãe no banheiro, numa situação bastante precária, auxiliamos no término do parto.
Comércio - Por que você decidiu visitar a mãe no hospital?
Maicon - A gente ficou bastante comovido com a situação da família. A mãe não estava preparada porque a criança nasceu de sete meses. Nos primeiros dias, ela precisa de alguma ajuda. Na Defesa Civil fizemos uma vaquinha e trouxemos presentes. Não dá para explicar o que passa dentro do coração. Que venham mais partos, estamos preparados para realizá-los.
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