São Pedro e São Paulo


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Pedro e Paulo são considerados “colunas da Igreja”. Pedro recorda a instituição e Paulo, o carisma e a pastoral. Exerceram atividades diferentes, em campos diferentes. Apesar de divergirem nos pontos de vista e na visão do mundo, o amor de Cristo e a força do testemunho os uniram na vida e no martírio.

Foram fortes no anúncio e corajosos até o fim no testemunho de Jesus. Celebramos hoje a festa de Paulo e Pedro para dar oportunidade aos cristãos católicos de atualizar, na fé, os fundamentos da nossa Igreja e vivificá-la pelo nosso testemunho de fidelidade e amor a Cristo por meio do Pedro dos nossos tempos que se chama Bento XVI.


A liturgia da palavra da solenidade é composta por estes trechos da Sagrada Escritura: Atos dos Apóstolos 12; 2ª Carta a Timóteo 4 e Evangelho segundo Mateus, 16. O trecho dos Atos dos Apóstolos apresenta o seguinte versículo: “Agora eu sei em verdade que o Senhor me livrou das mãos de Hebreus”. A frase, dita por Pedro após ter sido libertado da prisão, sintetiza todo o espírito de fé que acompanhava o apóstolo no início da evangelização.


O rei Herodes tinha resolvido perseguir os cristãos e achou que eliminando os cabeças da comunidade, faria desaparecer também aqueles que chamava de de fanáticos. Parecia àqueles membros da pequenina comunidade que estavam ameaçados de extinção mas, renovados em seu coração pela força do Espírito do Senhor, confiavam e não se deixaram abater: a Igreja orava sem cessar. Os pormenores da libertação têm menos importância em face da fé dos cristãos que obtiveram de Deus a salvação de Pedro.


O trecho da segunda leitura pertence ao que costumamos chamar de “testamento de Paulo”. Ele está acorrentado, prestes a morrer. Aproveita para fazer uma revisão de sua vida, olhando para o passado e para o futuro. Para ele, tudo é graça de Deus. Chega o momento de dar o grande testemunho. Tem consciência de ter cumprido sua missão de forma exemplar, com garra e constância. Olhando para o futuro, tem esperança de receber a coroa da justiça. Assim como um atleta vitorioso recebia a coroa da vitória, Paulo receberá a coroa da justiça, que é símbolo da imortalidade, da vitória, da alegria e recompensa que Deus, justo juiz, conferirá a ele e a todos os que esperam e lutam com amor para que o projeto de Deus seja conhecido e aceito.


O apóstolo não tem mais esperança de viver, embora sua sentença tenha sido retardada por um tempo. Abandonado por todos, sua única esperança é Jesus. E isso se torna motivo de profunda alegria, o que o leva a render graças e dar glória a Deus enquanto viver.


No evangelho, Jesus olha para Simão e diz: “Tu és Pedro. Eu te darei as chaves do Reino dos Céus”. Dois assuntos são tratados, embora, segundo os estudiosos de Sagrada Escritura, não tenham ocorrido no mesmo instante. O primeiro é o ato de fé de Pedro na messianidade de Jesus. O segundo é a promessa dirigida por Jesus a Pedro de que ele serviria aos irmãos, confirmando-os na fé. A razão de Mateus ter colocado um trecho ao lado do outro é teológica. Cristo já havia falado que o Reino de Deus seria tirado dos judeus: “Toda a planta que meu Pai celeste não plantou, será arrancada pela raiz. Deixai-os. São cegos e guias de cegos”. O próprio Jesus se afastara deles: “Essa raça perversa e adúltera pede um milagre! Mas não lhe será dado outro sinal senão o de Jonas! Depois, deixando-os, partiu”. Mateus tem por finalidade indicar que é o bispo de Roma, o Papa, encarregado de manter a unidade na fé em Cristo, professada por Pedro.

 

DIA DO PAPA
Na solenidade de São Pedro e São Paulo a Igreja dedica sua oração ao Santo Padre, o Papa, hoje chamado Bento XVI. Ele é responsável para que a Igreja Católica se solidifique cada vez mais no mundo e que o anúncio da Palavra de Deus seja constantemente vivo, tornando-nos Igreja, isto é, comunidade de irmãos pela fé. Viva o Santo Padre; viva o nosso Papa.


MISSÃO E VOCAÇÃO
Com oração e beleza artística foi encerrado o Ano Sacerdotal na Diocese de Franca. A missa solene na Catedral presidida pelo Bispo Diocesano, Dom Pedro Luiz; e a apresentação especial da Orquestra Sinfônica de Franca ficam na lembrança de todos.

 

José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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