Prefeitura faz adesivos e organiza estacionamentos de 206 fretistas


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EM DIA -Tanajé Amorim é visto com seu caminhão em frente ao Parque “Fernando Costa”. Ele veio de Rio Preto e se cadastrou na Prefeitura para fazer mudanças e fretes
EM DIA -Tanajé Amorim é visto com seu caminhão em frente ao Parque “Fernando Costa”. Ele veio de Rio Preto e se cadastrou na Prefeitura para fazer mudanças e fretes

A Prefeitura de Franca começou no fim de 2009 a colocar em prática um projeto para regulamentar o serviço de fretes prestado na cidade. Desde janeiro deste ano, todos os motoristas são obrigados a se cadastrar na Prefeitura para poderem realizar os transportes. Até ontem, 206 fretistas haviam sido registrados pelo município e estão autorizados a trabalhar no setor. Outra mudança colocada em prática foram os pontos fixos onde os veículos podem ficar estacionados à espera de clientes.


Os fretistas têm autorização para permanecerem em cinco locais: no bolsão de estacionamento em frente ao Parque “Fernando Costa”/Savegnago, Igreja Capelinha, área pública no Leporace e na Vila Europa. Ao se cadastrarem, os fretistas puderam escolher o ponto onde desejam atuar. A Prefeitura já encomendou selos com dados sobre o profissional, como nome, número de inscrição, ponto de trabalho e placas do veículo, para serem afixados nos parabrisas dos caminhões. O objetivo é facilitar a identificação pelos clientes e agentes de fiscalização. Não há previsão de quando os adesivos ficarão prontos. “Sabemos que é um serviço necessário, mas era preciso organizá-lo”, disse Ismael Xavier, chefe do setor de Fiscalização. “Eles saíram da informalidade, recolhem taxas e trabalham regulares. Vamos coibir os clandestinos”.


Os fretistas irregulares flagrados pela fiscalização serão obrigados a retirar o veículo do ponto e terão prazo de oito dias para fazer o cadastro na Prefeitura. Por trabalharem sem licença, pagarão multa de R$ 256.


O fretista Jamil Museti, 59, trabalhou por seis anos na informalidade. Em janeiro fez o cadastro na Prefeitura. “Pago uma taxa de R$ 25 por mês. Prefiro ficar regularizado para evitar problemas”, disse ele, que fica no ponto em frente ao Savegnago. Jamil trabalhava na roça e decidiu se mudar para Franca para ficar mais próximo da mulher e dos filhos. Comprou o caminhão e passou a fazer transportes. Lucra em média R$ 1.100 por mês. Cobra a partir de R$ 50 por frete.


Tanajé Amorim, 41, é mais um dos 206 autorizados pela Prefeitura a fazer fretes em Franca. Tanajé é fretista há dez meses. Trabalhava numa empresa com transportes, mas acabou dispensado. Com o dinheiro do acerto e financiamento do valor restante, comprou um caminhão para trabalhar como autônomo. Deixou São José do Rio Preto e, em Franca, esteve na Prefeitura e soube do cadastramento de fretistas. Regularizou sua situação e desde janeiro paga a taxa mensal de R$ 25 para trabalhar.


Para ele, o cadastro é garantia de segurança para os profissionais e quem contrata o serviço. “Estando regular, podemos provar para o cliente que pode acreditar na gente, que o produto vai chegar com segurança e que a gente é profissional”.

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