Torcida francana fica sem festa


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Avenida Champagnat, vazia, no começo do jogo
Avenida Champagnat, vazia, no começo do jogo

Rostos que tinham olhares perdidos e feições tristes. A reportagem do GCN Comunicação percorreu seis pontos de Franca durante o jogo do Brasil contra a Holanda, ontem. E faltando 10 minutos para o final da partida a parada foi na Santa Casa, onde as pessoas doentes são tratadas e onde a seleção brasileira, pela TV, estava caminhando para a UTI, lutando contra o resultado de 2 a 1.


O apito final do árbitro Yuichi Nishimura fez com que os gritos de algumas funcionárias do hospital, que a cada lance perigoso do Brasil eram manifestados em alto e bom som, fossem silenciados. Pacientes e acompanhantes na sala de espera voltaram-se para suas mazelas e começaram a notar que queriam o atendimento rápido, porque o que era transmitido pela televisão não tomava o tempo de mais ninguém.


A calmaria constatada no plantão da Polícia Civil (que por toda a manhã de ontem só registrou um flagrante de furto de bicicleta e uma reclamação de sumiço de um cavalo), no Pronto Socorro para adultos e crianças e no Corpo de Bombeiros (com os policiais todos concentrados a qualquer barulho que indicasse uma ocorrência ou um grito de gol vindo do narrador da TV) deu espaço para o movimento normal das pessoas.


Na Avenida Champagnat, minutos depois do jogo ter terminado, as seis viaturas que fariam o policiamento da festa dos torcedores assistiu, na verdade, ao fluxo de carros indo e vindo. Todos voltavam para suas casas ou para o trabalho, sem nada de festa.

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