Com todo gás


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Apresentação da Orquestra Sinfônica de Franca no aniversário da cidade, em novembro de 2008
Apresentação da Orquestra Sinfônica de Franca no aniversário da cidade, em novembro de 2008

Dar cobertura aos instrumentistas para continuarem os estudos e melhorar cada qual a sua performance, elevando o nível da OSF (Orquestra Sinfônica de Franca), regida pelo maestro Nazir Bittar Filho. É com este objetivo que a musicista Lúcia Helena Garcetti Ribeiro assume a presidência da Associação Cultural da Região da Alta Mogiana, mantenedora da Orquestra. A nova diretoria tomou posse na noite de terça-feira, com uma cerimônia simples e alguns convidados no espaço cultural da Feac (Fundação para o Esporte, Arte e Cultura).


Realizada no dia 1º de junho, a eleição se deu por aclamação. Nos últimos quatro anos, a presidência da Associação ficou a cargo do advogado Nelson Barduco Júnior.


Aos 71 anos, Lúcia Helena Garcetti Ribeiro comemora 60 de carreira. A pianista é formada pelo Conservatório Dramático e Musical Carlos Gomes, de Ribeirão Preto, desde 1956, fundou o Instituto Musical Ars Nova, em 1969, e ainda coleciona três faculdades: Música, Educação Artística e Pedagogia. Entusiasta da Orquestra, Lúcia Helena confessa que assume o cargo com um pouco de medo. “É um trabalho novo, que nunca fiz, vou lidar com muita gente de idades variadas, de posição sócio-econômicas diferentes, mas assumo com muita vontade de acertar e estou muito bem assessorada, isso me passa certa segurança”, revela. Formam a diretoria Alexandre Carrijo Tasso (Conselho Fiscal), Eliana Cristina Pires Tasso (Secretária), Rita Maria Caetano Menezes, Cristina Tozzi de Deus (Conselho Fiscal), Roseli Melani Neves Costa (Tesoureira) e Vicente Luiz da Costa (Vice-presidente).


Lúcia tem a seu favor muitos anos de experiência na área musical que a deixam bem a vontade. “Estou me sentindo em casa. Os músicos foram e são meus alunos. Além disso, minha amizade com o Nazir (maestro) é de pouco tempo, mas ele já é um grande amigo. Tenho muito respeito e admiração pela sua competência. Ele vem construindo esse trabalho com muita dedicação e amor. Tem hora que ele é professor, arranjador, maestro, ele não escolhe o que fazer e faz o que é preciso”, elogia Lúcia, enfatizando que não vai medir esforços em busca de melhorias para a OSF. “Todos os projetos a partir de agora serão direcionados aos músicos e ao trabalho desenvolvido pelo maestro. A ideia é financiar os estudos, aperfeiçoar os músicos, melhorar a qualidade dos instrumentos e consequentemente da Orquestra”.


Empolgada, a nova presidente revela que a OSF tem um importante compromisso em setembro. “Fomos convidados pela Wanira Tincani para uma apresentação na Feira da Música de São Paulo”, conta Lúcia.


Nazir Bittar encara a mudança da diretoria como uma nova fase da Orquestra. “Não só pela presidência estar nas mãos de uma musicista experiente, que é muito batalhadora, guerreira e tem espírito de adolescente, ou seja, é esforçada. Todos da diretoria já me apoiavam, são pais de músicos e têm ligação direta com a música”, resume o maestro.


Já Sérgio Menezes, diretor da Divisão de Cultura, acredita que a nova diretoria vai dar uma nova motivação e visibilidade para a OSF. “O trabalho do Barduco foi muito importante no início, principalmente para que a Associação pudesse abrigar a Orquestra e acredito que a administração da Lúcia será marcada por uma consolidação para a OSF”, afirma.


HISTÓRICO
A OSF (Orquestra Sinfônica de Franca) foi criada em agosto de 2007. Com uma postura inovadora, o maestro Nazir Bittar Filho assumiu a batuta um ano depois. A Associação Cultural da Região da Alta Mogiana - fundada em 2001 e que ficou inativa até 2007 - foi ativada para manter a Orquestra e sobreviveu aos trancos e barrancos até março do ano passado, quando a prefeitura de Franca assinou um convênio no valor de R$ 80 mil, sendo repassados R$ 8 mil mensalmente.


Isso só foi possível graças ao empenho do advogado Nelson Barduco Júnior, que atuou como presidente nos últimos quatro anos, estruturou e formatou toda a documentação para cumprir as exigências burocráticas, incluindo os moldes da Lei Rouanet e as leis de incentivo à cultura. Esse trabalho viabilizou recursos junto à iniciativa privada da cidade.


“O trabalho foi muito bom, mas também muito árduo porque trabalhar com cultura é muito difícil, ainda mais em Franca. Mas com a ajuda do empresariado francano e da municipalidade, graças a Deus a Orquestra conseguiu se erguer e está se mantendo até hoje. Se não tivesse verba, a sinfônica hoje não existiria”, esclarece Júnior, agradecendo a todos que colaboraram com a diretoria neste período. “Quero desejar que a sociedade continue apoiando a Associação porque a Orquestra não pode parar”, disse Júnior.


Atualmente a OSF possui 28 integrantes, muitos deles advindos do Projeto Guri. Cada músico recebe uma ajuda de R$ 150 por mês.


CONCERTO NA CATEDRAL
À convite do bispo Dom Pedro Luiz Stringhine, por intermédio do vice-prefeito Ary Pedro Balieiro, a OSF faz concerto hoje, às 20h30 na Catedral, logo após a missa de encerramento do ano sacerdotal 2009/2010, que começa às 19h30 e reunirá 70 padres de Franca e região. No repertório da apresentação, constam obras sacras e Danças Húngaras de Brahms, com participação do soprano Priscila Cubero e do tenor Saulo Couto.

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