Cidade começa a ficar lotada para jogo


| Tempo de leitura: 2 min
Ônibus com torcedores seguem caminho que leva a Port Elizabeth
Ônibus com torcedores seguem caminho que leva a Port Elizabeth

Dois dias de muitas paradas e paisagens diferentes e mais de mil quilômetros rodados de carro entre a província de Gauteng e o Cabo Leste. A reportagem do GCN Comunicação fez esse percurso para finalmente chegar a Port Elizabeth, onde o Brasil vai disputar as quartas de final contra a Holanda, amanhã, às 11 horas (horário de Brasília).


Ontem, saímos de Bloemfontein às 13 horas locais para uma viagem de aproximadamente oito horas, incluindo a pausa para abastecer, almoçar e esticar as pernas. No percurso, vimos muitos ônibus repletos de torcedores de olho na partida que acontece nesta sexta-feira.


Diferente da rodovia que utilizamos entre Joanesburgo e Bloemfontein, com pedágios e pista dupla, o trajeto que nos trouxe até aqui foi um pouco mais precário. A maior parte dos 670 quilômetros que separam as duas cidades-sede da Copa, distribuídos pelas rodovias N1, N9 e N10, são de pista simples sem pedágio, com muitos trechos em obras e asfalto remendado. Tivemos que parar por pelo menos três ocasiões diferentes, esperando que o fluxo de veículos no sentido oposto passasse.


Além disso, os torcedores brasileiros que estão vindo de carro para Porto Elizabeth enfrentam um tráfego repleto de caminhões de carga por toda a extensão do percurso, que é repleto de placas alertando para a presença de animais selvagens que podem cruzar a estrada e ainda o risco de pedras rolarem pelas encostas, especialmente quando se está a menos de 100 quilômetros de Port Elizabeth - o último trecho é cheio de curvas e de alguns declives que exigem um pouco mais do automóvel.


A paisagem do caminho é de planície, complementada por conjuntos de formações rochosas e diferentes vegetações, como os cactos que vimos na altura de Colesberg - a 440 quilômetros de Port Elizabeth - e arbustos, morada perfeita para os dassies (um roedor). O toque final da paisagem se dá com cata-ventos em grandes propriedades rurais, que estava repletas de gado. Ainda havia ferrovias cortando as fazendas.


O caminho reserva também boas surpresas, como a pequena cidade de Middelburg. Bastante bucólica e com pequenos hotéis três estrelas para viajantes. Os locais para comer também são bons. Uma panqueca italiana, por exemplo, com um recheio de carne muito saboroso, custou 28 randes (R$ 7) e um capuccino com chantili era 14 randes (R$ 3,29).


Depois de tanto rodar, a primeira impressão que se tem de Port Elizabeth é de que o lugar é desenvolvido e marcado pela atividade portuária. Impressionante também é o Nelson Mandela Bay, estádio oficial da Copa com capacidade para 48 mil pessoas e uma arquitetura invejável - com projeto tão original quanto o de Durban.


Na chegada à cidade é possível encontrar muitos hotéis, todos lotados por causa do jogo de sexta-feira, entre Brasil e Holanda, pelas quartas de final da Copa do Mundo. Encontrar quartos desocupados é tarefa difícil para o torcedor, principalmente porque a partir de hoje quase todas as acomodações foram reservadas.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários