Concorrência acirrada


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Alunos do curso de tornearia mecânica do Senai de Franca. Escola forma 96 torneiros por ano. Cerca de 70% dos alunos que concluíram o curso em 2009 estão empregados, com salários que giram em torno de
Alunos do curso de tornearia mecânica do Senai de Franca. Escola forma 96 torneiros por ano. Cerca de 70% dos alunos que concluíram o curso em 2009 estão empregados, com salários que giram em torno de

O curso de Torneiro Mecânico do Senai é atualmente o mais concorrido da unidade de Franca. Há uma fila de espera com cerca de 1.000 pessoas. “Tem casos de pessoas que esperam até dois anos”, afirma Sérgio Roberto Cintra, coordenador de cursos do Senai de Franca. A tornearia é a porta de entrada para a mecânica. “Este curso é a base de outros cursos na área de mecânica, por isso ele é tão procurado”, destaca o professor Antonino Pereira dos Santos. Ele diz que as possibilidades de atuação de um torneiro são muitas. O profissional pode trabalhar em oficinas de tornearia, indústrias metalúrgicas, oficinas mecânicas ou na manutenção de empresas de calçados e açúcar e álcool, entre outros ramos. Antonino diz que os salários na região de Franca giram em torno de R$ 1.200 a R$ 1.500.


A tornearia ainda é uma área majoritariamente masculina. Dos quase 100 profissionais formados pelo Senai em 2009, nenhum era mulher. Apesar disso, Cintra acredita que há uma crescente procura feminina pela profissão. “Temos uma turma com três mulheres e outras duas já se formaram este ano”. Uma delas é Rita de Cássia Correa da Silva, 20. Ela tem ensino médio incompleto e vê na tornearia uma grande oportunidade. “Hoje não tem mais esta divisão de trabalho para homem e mulher. Se eu quiser ser uma torneira, não tem problema algum”, afirma. Neide Aparecida Marcelino, 32, é técnica em química e açúcar e álcool, e agora também faz tornearia. “Trabalhei durante cinco anos dentro de laboratório, fazendo análise de produto. Mas trabalhar no torno é bem melhor”.


O profissional torneiro atua na confecção de peças e pode produzir parafusos, eixos, pinos, buchas e outros equipamentos para a indústria ou veículos. O professor Antonino diz que no torno podem ser trabalhados artefatos brutos de metais e até não-metais, como madeira, plástico e teflon.


Francis Richard Castagini, 30, é torneiro há 12 anos. Ele tem sua própria oficina de tornearia e presta serviços para a Sabesp, produzindo roscas para cavaletes, além de ser professor do Senai. “A profissão exige muita atenção, qualquer distração pode danificar as peças”.


O CURSO
O curso de torneiro do Senai tem carga horária de 240 horas, distribuída em seis meses, e custo total de R$ 600. Por ano, são seis turmas de 16 alunos cada uma, que podem estudar no período noturno ou somente aos sábados. Neste último caso, o programa estende-se por um ano. Para participar do curso, é preciso ter 14 anos ou mais se as aulas forem no período diurno (aos sábados), ou 16 anos se as aulas forem à noite. Com relação à escolaridade, a exigência é que o interessado tenha pelo menos o sétimo ano do ensino fundamental completo.


O Senai de Franca forma 96 torneiros por ano. “Temos que formar profissionais de acordo com a capacidade de absorção do mercado. Não adianta abrirmos mais vagas para este curso, se não existe espaço lá fora para todo mundo”, explica Wagner Munhoz, co-ordenador técnico do Senai. Segundo Sérgio Cintra, este controle no número de vagas tem funcionado. “Fizemos uma pesquisa em abril deste ano e constatamos que 70% dos concluintes em 2009 estão trabalhando na área de mecânica”.


O curso de qualificação profissional é 90% prático e prevê disciplinas de leitura e interpretação de desenho, controle dimensional e execução de torno convencional. Os interessados podem entrar em contato com o Senai pelo telefone (16) 3727-1101.

Veja o quadro abaixo:

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