Os moradores e comerciantes da Rua Floriano Peixoto, no Centro, estão sofrendo com o aparecimento de ratos em suas residências e pontos comerciais. Eles precisam lidar diariamente com os roedores invadindo casas, carros e até o ar condicionado.
Sebastião Francisco de Oliveira, proprietário de um escritório de contabilidade, já perdeu as contas de quanto gastou com veneno e com a limpeza do terreno que tem ao lado de seu escritório. “Não sei mais o que fazer. Incomoda demais. Os ratos deixam fezes espalhadas pelos quintais, móveis e, por mais que a gente os mate, sempre aparece mais um monte”, disse.
O terreno particular, onde antes funcionava um curtume, está abandonado. “Os donos demoram para limpar. As pessoas depositam lixo ali, o que o transformou em um habitat propício para os ratos”, disse Sebastião, que, junto com outro vizinho, tem pagado para deixar o local mais limpo para evitar a proliferação de bichos.
O veterinário Fernando Cavalari, que também mantém um consultório na Floriano Peixoto, já usou todas as táticas no extermínio dos ratos. “Devo ter matado uns quarenta até hoje. À noite, costumo deixar armadilhas de venenos, só da última vez, foram dez mortos e dos grandes”, disse. Bloqueios nas entradas e brechas também foram feitos, mas tudo em vão. “Fechei as passagens pelas portas, janelas, mas, no outro dia, apareceu as patinhas deles entrando pelo ar condicionado, eles sempre arranjam um jeito”, disse.
O problema também atinge outros bairros. Próximo aquela região, na Vila Industrial, os moradores reclamam da proliferação de ratos. A sujeira e o mato alto de um terreno na Rua Olimpio Rodrigues Silva seria um dos motivos. “Quando eles limpam o terreno, a gente vê os ratos saindo e vindo em nossa direção. Esses dias apareceu uma ratazana enorme aqui em casa”, disse a professora Rose Vilela.
NA MIRA DA FISCALIZAÇÃO
A Secretaria de Serviços e Meio Ambiente, responsável por fiscalizar a limpeza dos terrenos com mato e lixo, já recebeu reclamações destes locais e disse que irá averiguar novamente. Toda semana a secretaria executa de três a quatro faxinas e emite cerca de trinta notificações para os donos de terrenos com mato alto e sujeira efetuarem a limpeza. “Após ser notificado, eles têm dez dias para limpar a área. Se não o fizer, é aberto um processo administrativo e concedido novo prazo de dez dias”, disse Ismael Xavier, chefe do setor de Fiscalização. Caso não cumpra, a pessoa pagará multa de cerca de R$ 250 e a Prefeitura assumirá a limpeza do terreno para depois cobrar o proprietário. O valor cobrado por metro quadrado é R$ 2,34 e, se não for pago, a cobrança será feita judicialmente.
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