Jogos da Copa viram local de negócios para ambulantes


| Tempo de leitura: 2 min
Os irmãos camaroneses George e Lucian vendem camisa do Brasil em Joanesburgo
Os irmãos camaroneses George e Lucian vendem camisa do Brasil em Joanesburgo

O futebol é uma paixão capaz de transformar a rotina de um determinado lugar e animar qualquer vendedor. A Copa do Mundo faz isso de forma muito intensa, especialmente em áreas de grande concentração de torcedores, como os arredores do Estádio Ellis Park, em Joanesburgo - onde o Brasil venceu, ontem, o Chile por 3 a 0, nas oitavas de final.
Na Rua Fitzroy, para acompanhar o fluxo de torcedores animados, muitos comerciantes tinham chegado cedo para garantir um bom ponto de venda. Ali eles comercializavam comida, refrigerante, vuvuzelas e acessórios para amenizar o frio, como tocas e cachecóis personalizados a 50 randes (R$ 11,66). Além da pressa dos torcedores em entrar no estádio, eles ainda tinham que se virar com a falta de energia elétrica.


À luz de velas, a sul-africana Buelelang Sletjie, 40 anos, preparava e servia pratos com arroz, frango, carne ensopada e salada a 50 randes. Para preparar tudo antes do jogo decisivo, a mulher, que vive em Soweto, tinha chegado às 11 da manhã (horário local). Vindos de Camarões e vivendo em Pretória há seis meses, os irmãos George, 25, e Lucian, 35, também tinham ido bem cedo para garantir visibilidade para as camisas e bandeiras que estavam vendendo.


Como não havia eletricidade e eles não tinham barraca, escolheram um ponto o mais próximo possível do poste. "Eu acho que o Brasil vai ganhar", já anunciava George, que já tinha vendido 50 camisetas do Brasil (que custam 150 randes - R$ 35) quando faltavam 30 minutos para o jogo começar.


Pelas ruas vizinhas ao Ellis Park, onde os moradores também aproveitavam para ganhar um dinheiro extra, havia até gente vinda de Cingapura. "O Brasil sempre foi meu time, mas este ano os brasileiros estão jogando como os italianos", opinou o advogado Ravi, 39 anos, que estava na África do Sul havia apenas dois dias com seu irmão e um amigo.


Depois do jogo, vendedores felizes e torcedores também. O administrador de empresa Nilo Augusto da Silva, 41 anos, de Belo Horizonte (MG), disse acreditar que os atletas souberam aproveitar a fragilidade do Chile. "O Brasil está preparado para ser campeão. Acredito que vamos papar a Argentina (na final)", afirmou.


Vestindo luvas gigantes que exibiam os anos em que o Brasil foi campeão, o torcedor Claudine Pereira, de Sorocaba, estava muito feliz. Em sua sexta Copa, ele não tem dúvidas de que o hexa está chegando. "O Brasil vai esperar a Argentina na final", declarou.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários