A Avenida Ismael Alonso y Alonso, que corta os principais bairros da cidade, recebe pela segunda vez um título nada honroso: é a via mais violenta do trânsito de Franca. No ranking divulgado pela Seção de Trânsito da Polícia Militar, a avenida lidera o número de acidentes ocorridos nos primeiros seis meses de 2010. De 1º de janeiro a 18 de junho, 109 acidentes - com e sem vítimas - foram registrados no local. Em segundo lugar aparece a Major Nicácio, com 79 ocorrências, seguida pela Hélio Palermo, com 70.
O número de acidentes registrados este ano na Alonso y Alonso já ultrapassa metade do total de 2009, quando a avenida foi palco de 205 ocorrências. Para a PM, a quantidade deve aumentar ainda mais no segundo semestre. “Somente nos quatro primeiros meses deste ano, tivemos a inclusão de aproximadamente 15 mil veículos no trânsito da cidade. Isso, é lógico, acarreta um aumento no número de acidentes”, disse o capitão Alexandre Wellington, comandante do Pelotão de Trânsito da Polícia Militar.
Para o policial, o fluxo intenso - a Prefeitura estima que 30 mil veículos trafeguem diariamente pelos seis quilômetros de extensão da avenida - e a imprudência dos motoristas são as principais causas de acidentes na via. “Eles continuam abusando da velocidade e desrespeitando as leis impostas pelos órgãos competentes”, disse.
Por conta dos abusos dos motoristas, a Divisão de Trânsito da Prefeitura adotou medidas ao longo dos seis quilômetros de extensão da via. “Já colocamos semáforos, placas de sinalização e radares. De nossa parte está tudo certo. Agora o motorista tem que entender que não pode andar acima de 60 quilômetros por hora em nenhuma avenida dentro de Franca. Isso parece que está difícil de entender”, disse Sérgio Buranelli, responsável pelo setor de Trânsito do município.
Os números da PM também revelam que depois da Alonso y Alonso, as avenidas Major Nicácio (79 ocorrências), Hélio Palermo (70), Adhemar Pereira de Barros (68) e Brasil (59) concentram a maior quantidade de acidentes (veja quadro nesta página). “Por conta desta estatística, aumentamos a fiscalização. Às vezes, somos criticados por mantermos policiais constantemente nestas vias, mas é justamente pelo elevado número de acidentes que estamos e vamos continuar agindo. Se fiscalizando estes locais ainda continuam ocorrendo abusos, imagine se estivéssemos alheios ao problema”, disse o capitão.
SOBE E DESCE
Como o levantamento da Polícia Militar não separa os acidentes nas avenidas de Franca pelos meses em que ocorreram em 2009, não é possível comparar os primeiros cinco meses deste ano com o igual período do ano passado. Mesmo assim, o total de ocorrências registradas indica uma redução nos incidentes na Avenida Presidente Vargas.
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