Caminhar com Jesus


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No evangelho do último domingo Jesus disse aos discípulos e a todos que o escutavam: “Renuncie a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me”. Hoje, pela Palavra que é proclamada percebemos que os discípulos vão compreendendo o que significa este convite feito por Jesus.

Jesus vai para Jerusalém. Na linguagem bíblica isso significa que ele vai abraçar sua cruz, que nos salvará. O caminho de Jesus é feito na liberdade, sem agressões físicas, psicológicas, sociais. O encontro com Jesus se dá na sua cruz que liberta, salva, porque é expressão de Amor.


As leituras são colhidas dos seguintes livros da Sagrada Escritura: 1º livro dos Reis, capítulo 19; Carta aos Gálatas, capítulo 5 e do Evangelho segundo Lucas, capítulo 9.


Não foi fácil para Eliseu aceitar o convite de Elias e segui-lo em favor dos irmãos. Foi preciso primeiro renunciar a seu trabalho, à comodidade de sua casa para então se levantar e acompanhar aquele profeta. Quem não vê nisso a decisão de tantos jovens e moças que tudo abandonam para seguir a Cristo como religiosos?


É preciso levantar-se, ou seja, sair da própria comodidade da vida voltada só para si mesmo e concordar em ajudar os irmãos, dizendo “sim” ao Senhor. Cristo não quer nada obrigado. Não se é religioso forçado pelos outros ou só para mostrar que somos bons. Educamo-nos e nos tornamos religiosos porque nos convencemos disso como caminho para sermos felizes.


Às vezes estamos dispostos a seguir a doutrina que Jesus nos ensinou em seu Evangelho, mas desanimamos quando aparece a primeira dificuldade. Pensar nos outros por um dia não chega a ser tão difícil, mas “cada dia” exige propósito firme e, sobretudo, a graça do Senhor Jesus!


Como o interlocutor do evangelho, também nós prometemos no dia de nosso batismo: “Senhor, eu te seguirei para onde quer que vás”. Como na parábola do semeador, a Palavra do Senhor nos foi então dirigida e a acolhemos, mas parte da semente caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram.


Há diversos pretextos para não seguir o Mestre: o que os outros vão pensar? Ninguém mais faz isso! Trata bem só a quem te trata bem! Não leves desaforo para casa e outros pretextos como os que lemos no evangelho de hoje para não seguir a Cristo.


Na comunidade da cidade de Tessalônica havia problema semelhante. Paulo a exorta da seguinte maneira: “tende paciência para com todos. Vede que ninguém pague a outro mal por mal. Antes, procurai sempre praticar o bem entre vós e para com todos. Vivei sempre contentes. Orai sem cessar!’.


Este último conselho é a chave de tudo. Rezar sem cessar, porém, não deve ser entendido como estar continuamente com o terço ou o devocionário nas mãos e sim, estar sempre ligado ao Espírito Santo que está dentro de nós para seguir sua inspiração quando nos sugere, por exemplo, que nos despreendamos de nosso egoísmo e avareza, ajudemos e sejamos próximos de quem precisa.

 

SÃO PEDRO
O último santo junino que celebramos é São Pedro, em 29 de junho. Ele se chamava Simão, o pescador, e teve seu nome mudado por Jesus Cristo ao receber a incumbência de fundar a Igreja e reunir os fiéis depois de sua morte. “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” foi o recado. Por isso o apóstolo foi chamado de “pescador de homens” e tornou-se o primeiro papa. Morreu em 29 de junho. Frágil por sua condição humana e forte pela graça divina, converteu-se num dos grandes pilares da Igreja que se espalhava pelo mundo. Viva São Pedro!


FESTAS JUNINAS
São de origem francesa e no Brasil é, certamente, herança portuguesa. São as mais intensas na cultura nacional. Em junho, o País fica praticamente tomado por festas com fogueiras, danças, encenações de casamentos e comidas típicas.


PENSAMENTO
“O sentido da vida se encontra na própria vida” (Pe. José Além)

 

José Geraldo Segantin
Pároco da Catedral de Franca - segantin@comerciodafranca.com.br

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