A dona de casa S sabe que é portadora do vírus da Aids há quase 17 anos. Após receber o diagnóstico, ficou uma década sem necessitar de remédios, mas teve toxoplasmose (doença transmitida por pombo) e foi obrigada a iniciar tratamento contínuo com coquetel de medicamentos para controlar a doença. Começou com nove comprimidos por dia. Hoje, a quantidade caiu para cinco. Ela ingere todos de uma vez, sempre após o jantar. Antigamente, os efeitos colaterais eram maiores. “Tinha muito enjôo, fraqueza, dores fortes nos ossos e de cabeça. Hoje está mais fácil tomar os remédios”, disse ela, que faz acompanhamento periódico no ambulatório DST/Aids.
Ela e a filha de 16 anos são portadoras do vírus, mas não desenvolveram a doença. S diz que aprendeu a conviver com a situação. “Com 41 anos hoje e a bebê na minha vida, acho que vou viver mais uns 60. Superei a doença. O HIV não era um problema na minha vida e não é, principalmente hoje”.
A dona de casa se considera privilegiada por poder contar com familiares na luta contra a doença. “Não tive preconceito. Contei para todos, mas não é todo mundo que teve a facilidade que tive de contar para a família e ser aceito. A maioria dos que conheço sofre preconceito”. A fé é outra aliada na luta contra a Aids. “Busco a Deus todo dia na minha vida, é por isso que tenho tantas vitórias”.
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