"Ou resolveu, ou morreu..."


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Parece que os dirigentes da Saúde Municipal estão fora de órbita. Pessoas procuram o PS "Janjão" com inflamações, vermelhidão, lesões, conjuntivite ou objetos estranhos nos olhos mas não são atendidas. O clínico geral diz que não é especialista e nem tem equipamento para fazer exames adequados. Não receita nada e apenas orienta ao paciente a que procure uma UBS. Nas unidades básicas de saúde marcam consulta com especialista para uma data dali a meses. A pessoa com conjuntivite fica impedida de trabalhar, aguardando a data marcada. Quando chega o dia, acontece outro absurdo: alguém liga e diz para quem atender que a data foi mudada para dai a... mais alguns meses. Ou o paciente resolve por sua própria conta e risco ou morre. É por isso que pacientes somem... não comparecem...
Marco Aurélio
Franca - SP

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Em 2009 senti fortes dores de cabeça. Tenho pressão alta e, naquele dia senti minha face paralisar levemente. Fui ao tal de NGA e lá um médico – que nem sequer olhou para mim –, encaminhou-se para uma enfermaria, onde fui medicada. O remédio que dão é sempre o mesmo, igual para todo mundo. Minha pressão não baixou de jeito nenhum. Houve a troca de turno de enfermeiros e médicos e deixaram-me lá. A pressão continuou alta como estava. Enchi o saco (sic), revoltei-me. Voltei para casa do mesmo jeito em que cheguei lá. Tive, então uma paralisia facial severa. Paguei um neurocirurgião particular. Até hoje faço sessões de fisioterapia, tudo particular, sem poder. Penso que se tivesse insistido num tratamento lá – naquele lugar assustador – teria morrido. O desamparo e desespero que se sente ao entrar naqueles ambulatórios lembram um filme de terror.
Paula Simone
Franca - SP

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