Respeito ao vizinho


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Uma antiga frase diz que a liberdade de qualquer pessoa termina onde começa a do seu próximo. Ela pode ser aplicada com exatidão ao momento que Franca vive atualmente, no que diz respeito ao som alto que deixa pelo menos 600 pessoas sem dormir por mês, de acordo com as reclamações registradas no Copom (Centro de Operações da Polícia Militar). Uma situação grave que na maioria das vezes não é causada por eventos populares - embora estes também contribuam para a poluição sonora que tira o sono dos trabalhadores francanos - mas sim por festas particulares, nos quais o som alto e a bebida em excesso se tornam ingredientes de uma equação perigosa: várias ocorrências graves já foram registradas pela polícia francana por conta dos entreveros, discussões e agressões entre vizinhos por conta da música alta.


A falta de educação fica patente quando não há respeito nem a crianças pequenas que acabam sendo perturbadas. Além de tirar a tranquilidade dos vizinhos ao longo do período da festa, o som em volume exageradamente alto, acima do suportável, impede uma boa noite de sono, o que gera prejuízo, inclusive, ao rendimento profissional de quem ficou sem dormir. E a única saída dos vizinhos que se sentem prejudicados é chamar a polícia, já que não há uma fiscalização mais rigorosa sobre essa questão, principalmente por conta do pequeno número de servidores do setor de fiscalização. O Poder Público já conseguiu enquadrar muitos estabelecimentos comerciais (barzinhos e restaurantes) por causa da poluição sonora, mas ainda não chegou a todos os lugares onde as festas se sobressaem pela altura das músicas que tocam.


Todo cidadão deveria, como comportamento civilizado, adotar uma política de boa vizinhança e se preocupar com os males que pode estar impingindo aos que estão próximos de sua residência. Boa educação e civilidade mostram-se imprescindíveis para um bom relacionamento entre vizinhos. Caso contrário, a relação descamba para a anarquia e os reflexos disso tudo acabam tornando a convivência diária insuportável. Se cada um fizer a sua parte, certamente os aborrecimentos serão mínimos. Não que se pretenda, como meta ou objetivo, coibir festas e comemorações familiares ou entre amigos. Mas que o som seja moderado, respeitando-se o descanso e o sossego alheios. Desta forma é possível integraro os níveis do que verdadeiramente é uma sociedade, tendo como base o respeito ao próximo.

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