Maradona nú?


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Feio. Horrível. Definitivamente "zagueiro-zagueiro" como diria o treinador - que não gosto - Vanderley Luxemburgo
quando se refere a arremedos de atletas que chutam para o lado em que o nariz está virado ou "de ladinho", sem recurso técnico algum. Sei que vão dizer que jogaram com o regulamento debaixo do braço. Então, me antecipo e “truco!!!”

Inaceitável. O adversário, pelo menos, tentou. O Brasil finalmente pegou um time com cara de time, mesmo que Portugal, nesta Copa, não possa ser considerado "o fino da bola". Não é. Ontem, apareceu a cara real do time dunguiano: goleiro, 4 defensores, 4 defensores-volantes e 2 homens-bomba no ataque.


Dos zagueiros, apenas o futebol de Lúcio enche os olhos. Parou os atacantes de Portugal – secundado pelo firme e lúcido Juan e pelas defesas milagrosas de Júlio César – que fez, além de seu trabalho, também os dos volantes que só jogam para o lado e se arriscou à frente, indo trombar com a defesa lusitana.


Percebia-se que ele avermelhava quando o volante Gilberto Silva entregava de lado para Felipe Melo; Felipe Melo, de lado para Daniel Alves; Daniel Alves, de lado para Júlio Batista; Júlio Batista de lado para Maicon ou para o lateral esquerdo (como é mesmo o nome dele?) e, de um destes dois, mesmo que estivessem lá no bico da área de Portugal, de novo para Lúcio. E Lúcio ia para o ataque(!) cumprir as funções de armador, meia-direita (onde estava o Ramires que Dunga levou?), de meia-esquerda (onde estava o Paulo Henrique Ganso, que Dunga não levou?). Enquanto driblava, gritava, arroxeado: "é isso, m..."; é assim 'c... aramba'", "não me envergonhem...".


Nosso time não tem competência. Pode até chegar, já que nesta Copa não tem equipe nenhuma que encha os olhos (ando com saudade de ver o Santos jogar, mesmo sendo sãopaulino). Acho que os talentos individuais da Argentina vão fazer diferença.


Nosso time de zagueiros não tem talento para armar jogadas, ensaiar e concretizar o drible; nossa estratégia "embolada pelo meio" não fará mal a ninguém; nossos homens-bomba que "tentam" na frente continuarão jogados à própria sorte.


Apenas mais uma comentário: nossa equipe depende de um operário-padrão e de um talentoso garoto-sorriso, que pode desequilibrar. Ambos não jogaram ontem e o time foi a tristeza que vimos.


Certa vez levei uma "trombada" na canela e, mesmo com bom condicionamento físico, foi preciso um bom tempo para voltar a jogar. O problema é que, à cada dividida, eu evitava expor a canela ferida.


Pode acontecer o mesmo com Elano, o meio-campista "operário-padrão", único atleta que tem feito o time de Dunga jogar(!) por sua movimentação, boa colocação e espírito de equipe. Robinho, o desequilibrista, sei não. Para mim ele tem algum sério problema físico e isso ficou patente ontem, quando resolveram mantê-lo no banco. Tomara que eu esteja errado.


Ah! Me lembram aqui que também o Kaká ficou de fora ontem. Estranho. Não havia me lembrado dele. Por que será?


Esta descrição dos passes de 'ladinho" ficou sonolenta e quase fez dormir? Pois é isto: eu dormi quase o jogo inteiro, ontem, vendo o sonolento jogo da seleção de Dunga, um time feio, sem coragem, sem jogadores de meio campo com talento para criar nada; atacantes perdidos sem referência alguma.


Se fiz você dormir, consegui o que pretendia: descrever o jogo de compadres entre Portugal e Brasil, classificados e despreocupados. Vai ser difícil suportar o sofrimento que está por vir.


Do jeito que segue, Maradona deve mesmo correr nú, pelado no centro de Buenos Aires... Visão do inferno!!!

 

TIMIDEZ
Chega de futebol. Muitos me perguntam sobre o próximo treinamento de Comunicação Verbal e Gestual em que desafiarei pessoas a deixarem a timidez de lado e revelarei caminhos para que as mãos deixem de suar, o estômago deixe de doer, as pernas deixem de tremer e a memória funcione sem erros quanto alguém chamá-las a falar em público. Segundo me sinalizou o Senac (onde ministro os treinamentos), será em setembro. Quem quiser garantir vaga, mande e-mail para luizneto@gmail.com com nome, endereço e telefone de contato.


GUIDO BETTARELLO
O ex-delegado Guido Bettarello continua um doce de pessoa. Jamais perdeu a fina educação e o ar jovial. Escrevi, dia destes, sobre os tempos em que ele, delegado titular de Franca, resolvia intrincados casos usando a inteligência e um jeito diferente de agir: falava ao pé-do-ouvido do bandido e não atirava. Hoje Guido não poderia agir assim. Os tempos são outros. Se o agente de segurança se despreocupar, perde a vida. Este nosso mundo atual onde filhos matam os pais por falta de mistura no almoço é diferente daquele, mas não dá para evitar a saudade dos tempos em que havia respeito pela autoridade, em todos os níveis. O superdelegado ligou para agradecer. Não precisava.

 

Luiz Neto
Jornalista, editor de Opinião do Comércio - luizneto@comerciodafranca.com.br

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