Um grupo de 300 alunos da Escola Municipal “Arnor Ravagnani”, no Parque das Esmeraldas, espera há quatro meses pela conclusão das obras de reforma da unidade que foi atingida por um temporal em fevereiro que destruiu salas e arrancou o telhado do prédio. Sem poder ter aulas na unidade destruída, os estudantes acabaram deslocados para o bairro vizinho e instalados num prédio onde antes funcionava uma escola que foi desativada.
Formada por um conjunto de salas que a prefeitura destinaria a outros fins, a escola desativada tem espaço físico menor, o que obrigou a implantação de uma das classes onde antes era um refeitório. Alguns alunos também tiveram de ser remanejados de turma.
O trajeto até a nova unidade precisa ser feito por ônibus cedidos pela Prefeitura. “Tenho que sair de casa cedo e levar meus netos à escola. Vão dois ônibus cada um com uma monitora. Mas as moças dão conta de cuidar das crianças, são muitos meninos. Para evitar acidentes, eu acabo indo junto”, disse Luiz Carlos Menezes.
Logo depois do temporal que destruiu parte da Escola “Anor Ravagnani”, representantes das Secretarias Municipais de Obras e Educação estiveram no bairro e prometeram que providências para recuperar do prédio seriam tomadas em breve. Mas só há cerca de 20 dias, quase quatro meses depois do incidente, é que, segundo os moradores do bairro, as primeiras providências começaram a ser tomadas. O ritmo de trabalho ainda está lento. Até a tarde de quinta-feira, nem as telhas quebradas haviam sido retiradas do local, muitos rastros da destruição ainda permaneciam nas salas atingidas. A preocupação dos pais dos alunos é que a mudança para o Jardim Zelinda perdure. “Temos medo de que isso seja prorrogado até o fim do ano”, disse Gilmar Lima Júnior, que tem um irmão e um sobrinho estudando no prédio da escola desativada.
OUTRO LADO
A diretora da “Anor Ravagnani”, Tânia Gonzalez, confirmou que as obras começaram há vinte dias. Segundo ela, o atraso ocorreu porque, além de reformar a unidade, a Prefeitura decidiu tirar do papel também um antigo projeto de ampliação da escola. “Com isso, a licitação ficou mais complicada e a burocracia acabou atrapalhando”.
A diretora disse que a previsão inicial era de que as obras na escola levassem cinco meses para serem concluídas.
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