Verdade seja dita. Ninguém gosta de ter na pele um verdadeiro mapa-múndi formado por estrias. Mas, mesmo assim, poucas são as pessoas que podem comemorar a ausência delas. Homens, mulheres, jovens, brancos, negros, adultos e até idosos e crianças podem desenvolver o problema estético que é causado, segundo a fisioterapeuta Tâmara Nogueira Santos, pela degeneração das fibras elásticas da pele, ocasionado geralmente por distensão exagerada (efeito sanfona, gravidez, crescimento, excesso de musculação, etc.) ou por alterações hormonais.
A estudante de Direito, Aline Mourão Barbosa, 23, convive não tão amigavelmente com o problema há quase três anos. Depois de emagrecer 25 quilos com muita dieta e malhação, ganhou, além de um corpo bonito, listras em boa parte da pele. “No começo eu não ligava, pois estava feliz por perder peso. Mas hoje, apesar de já ter alcançado meu objetivo, ainda não tenho coragem de colocar um biquíni”, conta.
Aline tem estrias nos seios, na panturrilha, no abdome e no quadril. Mas segundo a fisioterapeuta Tâmara, da Fisioclin, o problema da estudante tem, em média, 80% de chances de ser resolvido. “Hoje conseguimos solucionar boa parte das estrias dos nossos clientes com peeling, esfoliação e mesoterapia. Sei também de outros métodos que são realizados em Franca e que têm resultados positivos. Apesar disso, prevenir ainda é melhor do que remediar”, garante.
A estudante começa agora uma outra etapa do seu processo de emagrecimento: o pós. Aline vai a uma médica dermatologista na semana que vem para descobrir qual o melhor método para acabar com sua pior inimiga, as estrias.
Existem dois tipos de estrias, segundo Tâmara: a vermelha, que se assemelha a um machucado na pele, e a branca, mais parecida com uma cicatriz. A primeira acontece quando as fibras da pele se rompem e iniciam um processo de inflamação no local. O organismo manda então mais sangue para a área com o objetivo de acabar com o processo inflamatório. A estria fica branca após um período, geralmente de muitos meses, quando a inflamação dá espaço para uma cicatriz esbranquiçada.
O tratamento proposto por Tâmara começa com a tentativa de vascularização das estrias, para em seguida passar para o peeling - uma espécie de esfoliação - e, se ainda for necessário, a mesoterapia sem agulhas, que é um aparelho que estimula a camada mais profunda da pele e melhora a flacidez. Para quem vai fazer o tratamento em casa, a fisioterapeuta sugere hidratação, cuidados com a alimentação e exercícios físicos regulares.
Na Spaço Saúde, o tratamento oferecido é através de um aparelho de radiofrequência que trabalha com uma ponteira pixel que causa um tipo de inflamação no local da estria, para depois cicatrizá-la. Cada sessão custa a partir de R$ 150, segundo a fisioterapeuta Elisa Barini Pulicano.
Veja o quadro abaixo:
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.
