A CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia ainda não definiu a data de uma possível vinda à Franca para audições do caso envolvendo o padre José Afonso Dé, 75. O sacerdote é acusado de abusar de meninos com idades entre 13 e 16 anos. Ele, que nega os fatos, foi indiciado por estupro de vulnerável e ato libidinoso mediante fraude.
No fim do mês passado, a CPI havia decidido que viria a Franca para ouvir 30 testemunhas dos supostos crimes. A realização de uma audiência pública sobre pedofilia na internet acabou por adiar a definição de uma data. Segundo fontes ligadas ao Senado, com o começo da Copa do Mundo e futuramente o envolvimento com as campanhas para as eleições de outubro, os depoimentos em Franca correm grande risco de não ocorrem. “Na última quarta-feira, por exemplo, data da comissão se reunir, não houve encontro. Agora, fica a expectativa para a próxima semana”, disse um funcionário, que pediu para não ser identificado.
Embora o caso esteja parado na CPI, na Justiça o processo transcorre sem empecilhos. Todas as pessoas arroladas no inquérito residentes em Franca já foram ouvidas em audiências realizadas no fim de maio. O próximo passo é aguardar, pelo prazo de 60 dias, o depoimento de dez testemunhas por meio de cartas de precatórias.
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