Doenças de inverno explodem nos consultórios


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Tosse, nariz congestionado, febre e ardência nos olhos. O tempo seco tem castigado os francanos. Somente a pediatra Aparecida Helena Goi tem atendido 50 crianças com gripe, dor de garganta e alergias respiratórias por dia. A médica, que trabalha em seu consultório particular e na UBS do Jardim Paulista, normalmente atende 35 pacientes por dia, 43% menos do que o registrado nesse período de inverno. Outros especialistas estão sobrecarregados. A demanda de pacientes dobra durante esse período do ano.


Os vírus e bactérias se disseminam com mais facilidade no inverno porque ficam mais resistentes com as baixas temperaturas. O ar seco e frio agride as vias respiratórias e os micro-organismos têm maior facilidade para atacar o organismo. As aglomerações em locais fechados aumentam os riscos de transmissão. São comuns gripes, rinites, crises de asma, pneumonias, laringites, catapora, meningites e infecções intestinais com vômito e diarréia.
O período muda também a rotina da pneumologista Lilian Benedetti. Acostumada a realizar 150 consultas por mês, a especialista tem atendido o dobro de pacientes. “Faço 300 consultas por mês. A procura é enorme de abril até agosto por causa das doenças respiratórias”, disse.


Na rede pública, em maio, quase oito mil usuários procuraram as 14 UBSs (Unidades Básicas de Saúde) e prontos-socorros adulto e infantil por estarem com gripe, resfriado e dor de garganta. Até o dia 21 de junho, foram cinco mil casos dessas doenças e a projeção é terminar o mês com 7,5 mil. “Temos que dobrar o atendimento e a distribuição de remédios”, disse o secretário de Saúde, Alexandre Ferreira, que amplia a jornada de trabalho dos médicos.


O otorrinolaringologista Carlos Eduardo Barcelos, que estima aumento de 30% a 40% nos atendimentos dos consultórios privados e rede pública, disse que medidas simples, desde que feitas de forma continuada, podem ajudar a prevenir doenças no inverno.


Nos hospitais Regional e Unimed, não foram registrados aumentos dos casos de viroses. Na unidade de urgência, a Unimed atendeu 450 pacientes com diarreia e 250 com vômito no mês passado.

Veja o quadro abaixo:

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