A primeira parada da reportagem em Durban, ontem, foi o Estádio Moses Mabhida. O local, com capacidade para 70 mil espectadores, será palco do jogo entre Brasil x Portugal. À primeira vista, o que se pode dizer é que, dos quatro estádios que visitamos até agora incluindo o Ellis Park e o Soccer City, em Joanesburgo, e o Green Point, na Cidade do Cabo, esse é mais bonito e sofisticado. Tanto do lado de fora - com seus espelhos d'água e seu marcante skycar (passeios a 50 randes) quanto por dentro, o Moses Mabhida dá um show em projeto arquitetônico. Sem falar que é muito mais acessível e prático estar ali, em comparação ao Soccer City, por exemplo, que é o principal estádio do mundial.
Pra começar, o endereço do estádio tem uma vocação para o esporte e para o lazer. Localizado a apenas dois quilômetros da praia, o Moses Mabhida propicia aos fãs do futebol uma vivência diferenciada e mais divertida da Copa. Atravessando a avenida se chega ao Kings Park Pool, com competições de natação e, vizinho ao local em que o Brasil vai jogar hoje, está o The Absa Stadium Durban, a casa dos Sharks, time de rúgbi sul-africano. A região fica ainda mais elegante com as belas casas que formam as áreas residenciais mais próximas. Tudo isso, com um adicional: o clima. Mesmo as bandeiras que se espalham pelas alamedas vendem a idéia de que Durban é uma cidade para curtir o verão o ano todo. Em uma Copa do Mundo gelada como a da África do Sul, estar aqui é agradável, principalmente para os brasileiros.
Após obtermos uma credencial provisória, fomos conhecer o Moses Mabhida. No gramado, cerca de dez pessoas aparavam e regavam o campo que vai dar lugar à partida. Ali era apenas uma parte de toda a preparação para o jogo que, muitos dizem, tem status de final de Copa. Segundo Shaun Trevor, chefe da equipe de limpeza, 100 pessoas trabalhavam para deixar cadeiras, banheiros e todas as dependências impecáveis.
As cadeiras para os torcedores se dividem em três pavimentos coloridos por azul, branco e laranja. Para aumentar as emoções do jogo e garantir que ninguém perca nenhum lance, estão instalados dois telões e dois placares eletrônicos.
Ontem, fora do estádio, Durban já vivia toda a expectativa para o jogo. Vários brasileiros estavam à procura de ingressos para a partida. Era o caso do estudante Gabriel Gamero, 18 anos, de Santo André (SP). "Já vi os primeiros jogos da seleção que consegui comprar, agora estamos à caça do ingresso para Brasil e Portugal", afirmou, ele que tinha chegado no dia 4 de junho à África do Sul e carregava uma placa em inglês informando que estava procurando por entradas. Alguns de seus companheiros de viagem já tinham conseguido a façanha, pagando US$ 250 dólares por tíquete).
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