Esse é o nosso jeito


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Causou uma grande repercussão em toda a imprensa nacional a notícia sobre a mãe de um garoto de 17 anos, viciado em crack, que o acorrentou à cama para impedir o seu acesso à droga. Desta forma, a notícia foi publicada em portais de notícias da Internet e também por diversos jornais do País. Porém, ainda na DDM (Delegacia de Defesa da Mulher), mãe e filho confessaram à delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio que tudo não passou de uma armação para chamar a atenção das autoridades, pois entendiam que diante da situação o rapaz conseguiria uma internação em instituição especializada no atendimento aos viciados. Enquanto muitos veículos colheram informações iniciais e correram para simplesmente repassá-las, a equipe do Comércio permaneceu apurando, entrevistando, investigando e só de posse da informação correta, produziu a reportagem e estampou em sua edição de ontem a história verdadeira desse caso que tocou a tantos. Num trabalho ágil sim, mas sem nunca perder de vista a importância de se colher ainformação precisa. Correta.


Este é o diferencial: ao buscar todas as informações sobre o fato, o Comércio sobressai-se ao fazer um jornalismo de verdade no dia-a-dia. Afinal, a função de informar exige um exercício constante de curiosidade, inconformidade e critério. Foi o que mais uma vez aconteceu. Fazer um bom jornalismo não é prerrogativa só nossa, mas numa vasta área, somos os que mais têm se atentado para a necessidade de uma apuração detalhista, para levar ao leitor um retrato fiel do que acontece. A grande crítica que se faz ao jornalismo globalizado de hoje, onde as notícias são replicadas de forma automática pela Internet, é a de que a preocupação com a apuração minuciosa dos fatos vem sendo deixada de lado.


Ocorre que ver um fato, correr e repassar as primeiras informações como se já fossem consolidadas é fácil. Tecer considerações sobre o que não se conhece, é fácil. Deduzir com base em informações superficiais, é fácil. Fácil, mas não é o correto. O correto para um jornal é apurar com seriedade e critério, procurando realmente entender o que está acontecendo e levar ao leitor a informação precisa e de qualidade. Esta é a função do jornalismo e o Comércio, em toda a sua história, faz disso a sua profissão de fé. Como se tornou praxe nossa, fomos um dos únicos a publicar corretamente a informação sobre o rapaz acorrentado. E isso não foi favor nenhum: é o exercício do jornalismo com ética e preocupação com a qualidade das informações que levamos ao público.

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