Toda pessoa é resultado daquilo que ingere. Não só no plano físico mas também no aspecto psicológico. Se os olhos ou os ouvidos captam boas informações, o intelecto acaba por agradecer. As próprias atitudes passam a demonstrar os acertos da escolha no modo de viver, principalmente naquilo que se refere à alimentação.
Quem pensa um pouco evita comer mortadela, salaminho, presunto, salsicha ou alguns outros alimentos processados com carne. Qualquer tipo de embutido representa enorme malefício à saúde. O pessoal mais antigo ficava longe dessa insalubre alimentação exatamente pelo alto teor de conservantes empregados na fabricação.
A pressa de hoje faz com que grande parte da população se alimente mal. Quando a opção de comer não recai na comida pronta, preparada fora de casa, rapidamente quase todos procuram saciar a fome com lanches recheados à base de embutidos. Ou, pior ainda, partem para as frituras feitas em óleo altamente saturado pelo uso contínuo.
Bons tempos aqueles em que a comida do dia a dia era preparada em casa mesmo. Bastava um arroz cozido na hora. O feijão podia até ser feito com antecedência. A mistura tinha por base um bife bem passado. Junto à carne vinha um legume qualquer, como vagem ou abobrinha. Tudo isso, antecedido de uma salada fresca, sem nem ter ido à geladeira.
A comida era ingerida na medida certa. Sem pressa nenhuma. Talvez por isso ninguém demonstrava medo de engordar. Todos comiam sem culpa alguma. A digestão acontecia de maneira normal. Dificilmente se encontrava uma criança obesa. Essa praga moderna acometia apenas adultos não muito afeitos a uma movimentação física.
Apesar da facilidade atual em se encontrar qualquer tipo de fruta durante o ano inteiro, pouca gente tem o hábito diário de comer uma banana, uma maçã ou chupar uma imprescindível laranja. Apenas esse trio dá conta de rebater qualquer vírus ou bactéria que se atreva a adentrar as narinas. A técnica para não ter um resfriado ou gripe está na alimentação adequada.
Fora a saúde garantida pelo bom hábito alimentar, o organismo também responde em forma de beleza. A começar da pele, que passa a ser macia naturalmente, mesmo nesta época ressecada. Melhor ainda. Sem a necessidade de uso constante daquele cosmético que custa o olho da cara e ainda toma tempo para ser aplicado na epiderme.
Para completar a aparência, as unhas se tornam fortes, deixam de ser quebradiças. Os cabelos esvoaçam ao menor vento. Nem precisam mais daquele sabão líquido encontrado nas gôndolas pelo codinome 'shampoo'. O grosso condicionador de demorada aplicação torna-se desnecessário.
Ah! Você quer é que o cabelo fique armado, espetado. Então vai precisar continuar gastando sua hora diária para aplicação de gel neles. Os moicanos ficavam daquele jeito porque não tomavam banho durante as batalhas. Quando o suor secava, a cabeleira ficava levantada.
Antônio Araújo
Professor de redação - tonin.palavras@uol.com.br
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