Moradora no Centro da cidade, a funcionária pública e síndica de um prédio na Praça Nossa Senhora da Conceição, Regina Aparecida Prado, 50, perdeu as contas de quantas vezes já ligou para a polícia a fim de reclamar do barulho noturno no fim de semana.
Som alto de carro, jovens gritando na rua e alarmes de pontos comerciais que disparam durante a madrugada são as principais reclamações de Regina e dos outros 20 condôminos, a maioria idosos. “Começa na quinta-feira a noite e segue até domingo. Quase toda semana a gente também acorda no meio da noite com um alarme disparado de uma loja ou um carro com som alto estacionado na praça”.
Para a síndica, a região deveria receber maior policiamento aos fins de semana para conter a algazarra provocada na maioria das vezes por jovens que ocupam o local.
Segundo a vendedora Ana Flávia Carvalho, também moradora do Centro, embora a polícia passe pelo local, o barulho continua minutos após a saída da viatura. “Não adianta, durante toda a noite não temos sossego. Os adolescentes ficam até de madrugada na rua”. Além do barulho, Ana reclama da depredação do patrimônio público e do consumo de álcool e drogas entre menores na praça. “A gente reclama mas não adianta. Ligamos para o 190 e eles (a polícia) querem que alguém assine o boletim. Não acho justo”.
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