Licitação para 101 apartamentos sai em setembro


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CASA PRÓPRIA - Valéria Marson, secretária de Urbanismo, está empenhada no projeto
CASA PRÓPRIA - Valéria Marson, secretária de Urbanismo, está empenhada no projeto

A CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) abrirá em setembro a licitação para escolher a empresa responsável pela construção de 101 apartamentos no Jardim Santa Bárbara. O termo de cooperação entre o prefeito Sidnei Rocha (PSDB) e o secretário estadual de Habitação e presidente da CDHU, Lair Krähenbühl, foi assinado em março deste ano. Prefeitura e companhia não anteciparam detalhes do projeto, nem o valor da obra.


A partir da licitação, será aberto um prazo que varia entre 45 e 60 dias para a apresentação das propostas pelas empreiteiras interessadas em construir o empreendimento. Desta forma, as obras podem começar ainda neste ano e os apartamentos ficar prontos em 2011. De acordo com a CDHU, os imóveis serão destinados às famílias carentes que vivem em situação precária.


A secretária de Urbanismo Valéria Marson confirma. Segundo ela, o projeto imobiliário atenderá a uma solicitação da Prefeitura que havia inscrito 88 famílias para receber casas que seriam construídas em sistema de mutirão, no Jardim Santa Bárbara. Pelo projeto original, os imóveis teriam o mesmo padrão daqueles que hoje estão em fase de acabamento no bairro e que atenderão 72 famílias. Por conta dos grandes desníveis dos terrenos e da necessidade de gastos extras com muros de arrimo, a Prefeitura definiu transformar essas casas em blocos de apartamentos. Desta forma, o empreendimento a ser erguido no bairro será semelhante ao construído pelo governo do Estado nos parques Dom Pedro e Pinhais.


Outra novidade é que, além das 88 famílias já contempladas e selecionadas por critérios de antiguidade de inscrição e necessidade, outras 13 terão a oportunidade de morar na casa própria. Os critérios para a seleção destas serão os mesmos e, por isso, não deverão ser abertas inscrições para novos interessados.


CONVÊNIO
Pelo convênio, a CDHU financia as moradias. À Prefeitura cabe doar os terrenos. Já os futuros mutuários recebem subsídios nas prestações pelo governo estadual. As parcelas mensais começam a ser pagas assim que eles receberem as chaves do imóvel. Elas são calculadas de acordo com a renda familiar do contemplado. Quem ganha até três salários mínimos, que é o caso dos futuros moradores dos apartamentos, desembolsa 15% dos rendimentos.

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