Diretores Atuais


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SÔNIA MACHIAVELLI

Sônia Machiavelli nasceu em 1948 e desde 2005 preside o Conselho de Administração do Grupo Corrêa Neves de Comunicação. Casou-se com Corrêa Neves em 1973, com quem teve dois filhos: Corrêa Neves Júnior, atual diretor-executivo do Grupo e André Luís Corrêa Neves. Natural de São Paulo, mas em Franca desde um ano de idade, se formou em Língua e Literatura portuguesa e francesa pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras, que mais tarde daria origem à Unesp em Franca. No Jornal Comércio da Franca há 35 anos já atuou em todas as áreas da redação: past up, revisão e produção de textos de todos os tipos, inclusive esportes e polícia. Por treze anos dividiu sua rotina de trabalho entre o magistério, onde era concursada no governo estadual e municipal, e o jornal. Amante do “New Journalism”, ou jornalismo literário, sempre preferiu as reportagens de repercussão social, onde podia com mais liberdade fazer matérias autorais e subjetivas. Assinou por muitos anos a coluna “Ponto de Vista”, um espaço onde também podia viajar pelo universo literário com liberdade. Hoje, além de presidir o Conselho, é editora dos cadernos Artes, Nossas Letras, Clubinho e assina aos domingos a coluna sobre culinária.

CORRÊA NEVES JÚNIOR

O diretor-executivo do Grupo Corrêa Neves de Comunicação e diretor responsável do jornal Comércio da Franca, jornalista Corrêa Neves Júnior, tem sua vida inteiramente ligada ao veículo de comunicação controlado pela família.

À frente da empresa desde 2005, após a morte do pai, Júnior conta com uma equipe de diretores e gerentes de setores e tem a mãe, Sônia Machiavelli, na presidência do Conselho Administrativo.

No Comércio, Corrêa Neves Júnior já fez de tudo, mas o apreço pela notícia acabou fazendo com que pegasse gosto pela redação, onde foi repórter, editor e editor-chefe. A visão inovadora e o prazer por desafios o levaram a implantar cadernos específicos e assuntos separados por editoria quando isso ainda era pouco usual para jornais do interior.

A atual configuração da redação do Comércio da Franca começou por suas mãos mais de 10 anos atrás, quando os primeiros esboços do quadro de pessoal foram propostos.

Depois de uma breve passagem pelo jornal Folha de São Paulo, em Ribeirão Preto, e após concluir o Master em jornalismo pela universidade de Navarra, numa parceria com o Centro de Estudo Universitário de São Paulo, Júnior lançou de vez as bases da modernização do Comércio da Franca, que, em 2005, seria acompanhada de mais uma importante iniciativa: a compra pela família da Rádio Difusora de Franca, líder de audiência na cidade e na região.

Sob sua gestão, as duas empresas, inicialmente, e mais tarde com a criação da Graphcom, deram origem ao Grupo Corrêa Neves de Comunicação, numa homenagem explícita ao jornalista Corrêa Neves, diretor do jornal entre 1974 e 2005.

O Comércio saiu do centro tradicional para, junto à emissora de rádio, ocupar um novo prédio, novo e moderno, símbolo do empreendedorismo impresso por Corrêa Neves Júnior na administração dos negócios.

“Para continuarmos competindo no mercado, tínhamos que crescer. Não era algo que eu tivesse escolha ou pudesse adiar”, disse Corrêa Neves Júnior.

DULCE XAVIER

Dulce Xavier é a diretora administrativa do Grupo Corrêa Neves de Comunicação. Nascida em 1968, na cidade mineira de São José da Bela Vista (entre São Gotardo e Araxá), mora em Franca desde os cinco anos de idade. Casada há 18 anos com Geraldo Louzada, tem dois filhos: Matheus Xavier Louzada, que também trabalha no GCN como estagiário na arte gráfica e Ana Flávia Xavier Louzada.

Dulce, que atua no GCN há 24 anos, é formada em Contabilidade, em Processamento de Dados, e está terminando o curso de Administração de Empresas. Começou a trabalhar aos 13 anos de idade em fábricas de calçados na cidade. No GCN desde 1985, iniciou sua vida profissional disposta a aprender todo o trabalho administrativo, por isso atuou nos setores comercial, de assinaturas, escritório e na recepção.

Ocupa o cargo de diretora administrativa desde 2005. Viu o quadro de funcionários saltar de 94, em 2004, para quase 300 em 2009. Ajudou na profissionalização dos departamentos e hoje comanda e supervisiona o trabalho de cada um deles. Dulce costuma dizer que o GCN é sua segunda casa, pois transferiu para cá parte de sua vida. Para ela a administração tem um princípio em todos os lugares, mas quando se trata de um grupo de comunicação é diferente, pois não existe rotina, a redação dita o ritmo do trabalho.

JOELMA OSPEDAL

Planejar e organizar a edição de um jornal diário é uma tarefa que requer muito trabalho e envolvimento de dezenas de profissionais. Na redação do jornal Comércio da Franca a função de coordenar a equipe e acompanhar tudo que é produzido cabe principalmente à editora-chefe Joelma Ospedal, que lidera uma grande equipe de editores, repórteres, diagramadores e arte-finalistas.

Ospedal está há 12 anos no Comércio da Franca, cinco dos quais como chefe da redação. É dela, por exemplo, a responsabilidade da decisão final sobre quais as reportagens que entrarão no dia seguinte. Todos os dias, perto de 13h30, editores e a presidente do Conselho de Administração do Comércio, Sônia Machiavelli, reúnem-se para discutir quais os assuntos mais relevantes – aqueles que, por ordem de importância, abrirão as páginas do jornal – e a manchete do dia. Depois de discussões e orientação para novas abordagens, os editores dão sequência na produção da edição seguinte, repassando a repórteres, fotógrafos e diagramadores as definições da reunião de pauta.

Ao longo de todo o dia, a rotina de Joelma envolve a apuração e correção de eventuais erros apontados por leitores em matérias publicadas, organização da rotina da redação - como prazos e programação de viagens para reportagens - organização dos setores, contatos com agências de notícia e monitoramento dos noticiários local, nacional e mundial.

O acompanhamento da equipe, função que a agrada muito, é essencial. A editora-chefe faz uma avaliação diária com base nos resultados de cada profissional; a análise detalhada servirá para efeitos de remanejamento de profissionais e progressão na carreira.

Seu trabalho ainda se estende pela noite, cujo foco principal nesse período é definir como será a capa do Comércio no dia seguinte. Enquanto a primeira página vai sendo definida e desenhada, ela também checa todas as demais páginas do jornal. A partir desta fase, Ospedal acompanha e faz cumprir os prazos para a conclusão das páginas, revisão, envio para a gráfica e término da impressão. Atrasos em qualquer fase desse processo invariavelmente comprometem o horário em que os exemplares serão entregues.

Todas essas tarefas compõem o dia-a-dia da redação que os leitores não veem. “É uma rotina muito diferente da época em que eu era repórter. Mas a seriedade, o compromisso e dedicação exigidos para o bom desempenho do trabalho são exatamente os mesmos”, disse Ospedal, que atuou como repórter no Comércio nos primeiros anos de carreira.

Para Joelma, toda a discussão que se formou nos últimos tempos em torno do futuro da mídia impressa serve para que os profissionais de imprensa e o público consumidor de informação estejam certos de que a internet é um caminho do qual não se poderá fugir, apesar de acreditar que o jornal impresso, tal qual o conhecemos hoje, ainda dure muitos anos. “Os jornalistas devem estar preparados para lidar com a velocidade e as exigências da internet. Mas não podemos ceder à ideia de que o "repórter cidadão" vai eliminar o jornalismo da forma como o conhecemos. À medida que cresce o volume de informação e o acesso a ela, torna-se cada vez mais necessário o trabalho do profissional que vai filtrar esse volume de informações, analisá-lo e torná-lo mais digerível ao leitor", disse.

EVERTON LIMA

Diretor artístico da Rádio Difusora, Everton Lima tem sua história de vida ligada ao rádio, às transmissões esportivas, reportagens e aos programas que transmitem notícias, alegria e emoção para milhares de ouvintes. Depois de uma breve passagem pela Rádio Difusora, nos anos 80, voltou à emissora onde está há 10 anos.

São mais de três décadas de profissionalismo e comprometimento com o rádio. Curiosamente, começou sua carreira na rádio que dirige hoje aos dez anos de idade. A Rádio Difusora se chamava Piratininga e a função era a de operador de som.

Mal começando sua adolescência, foi contratado pela Rádio Hertz, também de Franca, permanecendo na emissora até 1974.

Meses mais tarde, depois de uma brevíssima passagem por Ribeirão Preto, Lima voltou a Franca, onde começou suas experiências como repórter por volta de 1976.

No mesmo ano voltou à Difusora, onde agarrou sua primeira oportunidade como locutor e apresentador. Em 1983, Everton Lima foi se aventurar em Cuiabá (MT), levado, como ele mesmo diz, pelo saudoso radialista Amaury Destro.

Nas mudanças que se seguiram, voltou a Franca e à Rádio Difusora, onde permaneceu por 10 anos, passou outros cinco na Hertz para, em seguida, retornar à Difusora, casa em que está até hoje.

“Tive oportunidade de trabalhar com grandes nomes do rádio desde a época em que comecei. Gente como Demétrio Soares, Costa Junior, Mario Migliorine, Willie Mayer, Luiz Claudio, Carlos Grego entre tantos outros. Como locutor fui lançado pelo companheiro e amigo Valdes Rodrigues, e me inspirei muito no comunicador Ely Correia”, disse Everton Lima.

Para ele, as mudanças pelas quais o rádio passou nos últimos anos garantem sua audiência mesmo diante do avanço da informação por outros meios.

“Hoje o rádio, sobretudo o AM, mudou muito. Sobrevive graças à oferta de informação, prestação de serviço e entretenimento. Essa é a fórmula que garante a liderança de audiência da emissora na qual tenho o orgulho em trabalhar e dirigir”.

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