Torcer pelo Brasil em uma Copa do Mundo tem um sabor especial. Mas ir a um jogo da Argentina com a camisa da seleção canarinho também é algo interessante. Além do mais, não é todo dia que se vê Messi, apontado como o melhor do mundo, atuando ao vivo.
Com o espírito esportivo, eu, Rodolfo Tiengo, e o fotógrafo Marcos Limonti nos vestimos de verde e amarelo e fomos ao Soccer City para conferir as emoções do jogo entre os hermanos e a Coreia do Sul, ontem.
Apesar de termos saído do hotel ao meio-dia, a partida começava às 13h30 (8h30 no horário de Brasília), tudo transcorreu tranquilamente. Chegamos ao coração da Copa com uns 15 minutos de antecedência, após pegarmos um ônibus em Conhill - que para jogos que não são dos Bafana Bafana custa 12 randes (R$ 2,82) ida e volta.
Na chegada, o clima não poderia ser melhor. Torcedores de diferentes nacionalidades estavam indo conferir o jogo que valia a liderança do grupo B da competição, em um ambiente bastante amistoso. Tinha suíço, muitos sul-africanos e, claro, argentinos. Embalados com a vitória sobre a Grécia, na estreia da Copa, os torcedores sul-coreanos estavam confiantes até demais. “Estou otimista. Coreia do Sul 25, Argentina 0”, exagerou o sul-coreano Duck Gyu Jang, 23 anos, estudante de direito que vive em Seul.
Já do lado argentino, tinha até torcedor com o coração “dividido”. O engenheiro químico Diego Galarza, 34 anos, nasceu na Argentina, porém mora no Brasil há 15 anos. Tanto tempo que fala o português praticamente sem sotaque. “Acabo ficando com a Argentina no final. Quando o Brasil não está jogando contra a Argentina, sou Brasil até o sangue”, afirmou. Questionado sobre a polêmica promessa do técnico Maradona - que garantiu que vai correr pelado caso ganhe a Copa -, aos risos, ele respondeu: “Essa é a parte triste do campeonato.”
O estádio estava cheio. As torcidas organizadas cantavam em diferentes pontos. Do lado coreano, enormes bandeiras nacionais. Do lado argentino, faixas indicando diferentes regiões do país além de invocar símbolos históricos, como o revolucionário Che Guevara. Misturados pelas cadeiras alaranjadas, era possível encontrar pessoas do mundo todo, inclusive do Chile, da Colômbia e do Uruguai, com exceção do Brasil.
Torcer contra a Argentina, ontem, foi uma tarefa complicada. Os coreanos bem que mostraram serviço, com um gol no final do primeiro tempo e com uma pressão até os 25 minutos da segunda etapa. Mas os hermanos estavam ali para vencer e mostrar ao mundo porque sua seleção é uma das favoritas.
Cada vez que Messi conduzia a bola na cabeça da grande área, a torcida delirava. Era impressionante a agilidade da troca de passes do ataque. Com os 4 a 1, a liderança do Grupo B e a certeza da classificação para as oitavas, os nossos rivais foram embora felizes. Mas a Copa está apenas começando...
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