A Prefeitura reuniu um grupo de cerca de 30 comerciantes, ontem, para explicar as interdições que fará a partir de segunda-feira no entorno do Posto Galo Branco por causa das obras de combate as enchentes. Durante o encontro de uma hora e meia, os secretários municipais repetiram por oito vezes que será preciso colaboração. “Sei que é um momento difícil para vocês, mas será difícil para nós também”, afirmou a secretária de Urbanismo, Valéria Marson. Os participantes entenderam que é preciso fazer o serviço, mas ficaram preocupados se os quatro meses previstos para a conclusão serão mesmo respeitados.
Na tentativa de evitar os alagamentos que castigam a região da Avenida Ismael Alonso y Alonso, a administração vai aprofundar e alargar os leitos dos Córregos dos Bagres e Cubatão. A obra permitirá que a vazão de água aumente de 200 para 473 metros cúbicos por minuto o que, em tese, evitará o problema. Para alargar a calha, os emissários da rede de esgoto da Sabesp terão de ser deslocados por quatro metros.
O canteiro de obras será montado segunda-feira e as máquinas já vão começar a trabalhar no local. Nesta primeira etapa, a Alonso y Alonso terá duas partes interditadas no sentido shopping/cidade: o trecho entre o pontilhão da Rodovia Cândido Portinari e a rotatória do Galo Branco e da Madeireira Du Pau (ponte da Francal) até o ponto em que os córregos se encontram. Já na noite de domingo, a alça de acesso da rodovia para a avenida será fechado.
Durante a reunião de ontem, os comerciantes conheceram detalhes do programa de combate às enchentes e foram informados da necessidade de usarem rotas alternativas. Foram avisados de que os transtornos serão inevitáveis. “Faremos de tudo para interferir o menos possível, mas é uma obra complexa. Poeira vai ter, barulho de caminhão vai ter e explosões de rochas vão acontecer. Todos, vão ter que ter paciência e aguentar um pouco”, afirmou a secretária Valéria Marson.
O empresário Luciano Carvalho, dono do Boteco do Lu, demonstrou preocupação com o longo tempo de interdições, mas admitiu que é preciso fazer o serviço para combater as enchentes. Jorge Abrão Damian, proprietário do Posto Galo Branco, pensa da mesma maneira. “O movimento será afetado, mas temos que conviver com isto, pois será para o bem da cidade”.
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