Para o candidato ao Senado, Aloysio Nunes, a disputa nas eleições de outubro em qualquer das esferas será grande, mas ele está confiante numa vitória do PSDB. Confira um pouco do que pensa o ex-secretário da Casa Civil do Estado de São Paulo.
Comércio - Como está a campanha?
Aloysio Nunes Ferreira - Fazemos parte de uma coligação muito forte. Estou muito otimista, porque é uma campanha em que eu me proponho a representar um Estado que conheço bem. Trabalhei por todos os municípios como o principal executor de uma política de descentralização administrativa e de busca de parcerias com prefeituras.Tenho relações muito profundas com líderes políticos do Estado inteiro.
Comércio - O senhor não tem um nome popular junto ao eleitorado. Como quebrar este distanciamento?
Aloysio - Realmente, minha carreira política, que começou ainda no tempo de moço, nunca me levou a uma grande exposição pública. Fui cinco vezes deputado, ministro da Secretaria Geral da Presidência, ministro da Justiça, vice-governador e secretário da Casa Civil, mas sempre com uma posição mais resguardada, de articulação, de coordenação interna de governo. Isto não me permite ter o recall, que é um nome conhecido de outros embates eleitorais. Pretendo me tornar conhecido fazendo campanha, participando de debates e palestras. O voto no senador, geralmente, é definido na última hora.
Comércio - O senhor acredita que o Serra possa reverter a ascensão da Dilma e vencer as eleições?
Aloysio - A Dilma teve uma ascensão rápida, pois foi puxada pelo presidente Lula, por uma enorme máquina de propaganda em que não faltou, inclusive, a propaganda ilegal. A campanha da nossa adversária começou em fevereiro de 2008. Estamos empatados. O jogo para valer vai começar agora. Por mais que o Lula lamente, ele não será candidato ao terceiro mandato. O candidato é a criatura dele. Por outro lado, teremos alguém cuja liderança não foi improvisada, cujo nome não foi tirado do bolso do colete de ninguém.
Comércio - Como o senhor avalia o episódio referente ao suposto dossiê que estaria sendo produzido por integrantes da pré-campanha de Dilma contra integrantes do PSDB?
Aloysio - Mostra duas coisas: em primeiro lugar, o poder da imprensa que, com a vigilância, evitou este processo nefasto. Em segundo lugar, mostra que nosso adversário continua tendo encrostada em seu DNA esta prática do jogo sujo e do dossiê. Por outro lado, mostra também que existem facções dentro do PT que se odeiam, que se combatem. Além do dossiê preparado contra nosso candidato, também havia espionagem de uma facção contra outra. Me parece que a candidata Dilma não tem condições de controlar os conflitos que dividem o partido.
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