'Amigo' estupra e infecta garota de 12 anos com o vírus da AIDS


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APURAÇÃO - A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio é responsável por investigar a denúncia de estupro em Franca
APURAÇÃO - A delegada Graciela de Lourdes David Ambrósio é responsável por investigar a denúncia de estupro em Franca

Uma menina de 12 anos foi estuprada e infectada com o vírus da Aids. O acusado é amigo da família e vinha molestando sexualmente a garota há dois anos. A denúncia foi feita no plantão e está sendo investigada pela DDM (Delegacia de Defesa da Mulher). Ontem, a mãe da adolescente entregou para a polícia exames feitos no Programa Municipal de DST/Aids, que comprovam que sua filha foi infectada. O agressor está foragido e com mandado de prisão expedido pela Justiça.


A história veio à tona no último dia 7 de junho, quando o irmão, de 5 anos, da menina disse à mãe que viu o agressor molestando a garota. A criança teria encontrado os dois deitados, nus, em um colchão na sala, logo após a mãe ter saído para trabalhar, na manhã do dia 31 de maio.


Ao tomar conhecimento dos fatos, a mulher procurou a polícia. Na ocasião, o rapaz foi levado para o plantão, onde negou a acusação e foi liberado. A ocorrência de averiguação de estupro foi, então, registrada e encaminhada para a DDM.


O acusado é um segurança de 30 anos, morador no Jardim Esmeralda. Amigo da família há 8 anos, era comum o rapaz visitar a casa da vítima, em outro bairro. “A mãe da menina era amiga da mulher do acusado. Ela mesma informou que, quando precisava sair, deixava os filhos aos cuidados dele. A menina confessou que o acusado se aproveitava dessas ausências da mãe para manter relações com ela”, disse a delegada Graciela Ambrósio.


Para estuprá-la, o homem ameaçava chamar a polícia para prender a mãe da menina, que há alguns anos cumpriu pena por tráfico de drogas. “Ele dizia que se ela não aceitasse os abusos ou contasse para alguém, ele chamaria a polícia. Além disso, prometia que iria cuidar dela”, disse a delegada.


A mãe alega que nunca desconfiou dos abusos. O único indício apareceu há cerca de dois anos em forma de secreção ginecológica e a menina foi levada a uma UBS. “Não houve esclarecimento por parte do médico. Segundo ela, o procedimento não despertou suspeita”, disse Graciela.


No dia seguinte à denúncia, de acordo com a delegada, a vítima foi submetida a exames que constataram o estupro. “O laudo do médico legista apontou que as relações sexuais realmente ocorreram e não eram recentes. A mãe informou que o suspeito era portador do vírus HIV”.


Com a suspeita de contaminação, na última quinta-feira, a garota foi levada para uma bateria de exames no Programa DST/Aids, onde o contágio foi confirmado. Segundo a mãe, a menina passará por novos exames para saber o grau da doença e os médicos prescreverem a medicação apropriada.


Diante das denúncias, a delegada pediu a prisão preventiva do autor, que foi concedida pela Justiça. A polícia também deve solicitar judicialmente informações oficiais no Programa DST/Aids para saber se o segurança é realmente portador do vírus HIV. “Estamos à sua procura. Já fizemos algumas diligências, mas ele está foragido”, disse Graciela.


Desesperada, a mãe da vítima passou o dia ajudando nas buscas ao agressor de sua filha. “Não vou descansar enquanto não ver esse monstro na cadeia”, disse a mulher.

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