Prefeitura identifica 200 novos deficientes nas escolas


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MÉTODO DIFERENCIADO - A pedagoga Elza Pedrosa entre os jogos da sala de recurso multidisciplinar da Escola Aldo Prata. Brincadeiras ajudam a ativar a coordenação motora da criança e a memória
MÉTODO DIFERENCIADO - A pedagoga Elza Pedrosa entre os jogos da sala de recurso multidisciplinar da Escola Aldo Prata. Brincadeiras ajudam a ativar a coordenação motora da criança e a memória

Nos primeiros meses letivos de 2010, um total de 200 novos deficientes foram identificados nas unidades escolares da cidade. Apesar de ainda não possuírem laudo médico que ateste a deficiência e o seu tipo, as pedagogas da rede municipal detectaram que todos estes estudantes possuem algum tipo de deficiência seja física ou mental que dificulta o acompanhamento em sala de aula. A maioria dos problemas está relacionada à falta de raciocínio lógico matemático e complicações na leitura e escrita. O município tem outros 200 alunos matriculados portadores de necessidades especiais (deficiências visual, auditiva, física e mental).


Geralmente são os professores que percebem algo de errado com o aluno em sala e encaminham para a pedagoga da escola. Após o diagnóstico pedagógico, a criança é direcionada para um processo de avaliação com psicólogos, pediatras, psiquiatras, fonoaudiólogas, oftalmologistas e neurologistas da rede de saúde pública ou privada. “Temos vários parceiros que nos ajudam nesta avaliação, pois pode ser uma deficiência, um transtorno ou algum problema social”, disse a responsável pelo Programa de Inclusão de Deficientes no município, Sandra Calandria Pedigone.


A secretária de Educação Leila Haddad diz que o laudo verifica o tipo de deficiência, se a criança está pronta para a inclusão e qual o tratamento indicado. Não há um prazo para a conclusão de todos os laudos.


Depois da avaliação pedagógica, os estudantes deficientes com maior dificuldade de aprendizado passam a frequentar as salas de recursos multifuncionais, instaladas no ano passado em cinco escolas municipais. O atendimento acontece no contraturno de estudo do aluno e tem o objetivo de eliminar as barreiras que o impedem de acompanhar o conteúdo aplicado. “A ideia é motivar estas crianças a descobrir outras habilidades. Não é um complemento nem um reforço”, disse a coordenadora das pedagogas das salas de recursos, Marta Basílio Teodoro de Souza.


Segundo Marta, no caso das crianças que necessitam de um acompanhamento extra rede de ensino, os pais são orientados sobre o tratamento a ser procurado. Entre os laudos já finalizados, há deficiências auditivas, visuais e deficiências múltiplas (quando são duas deficiências associadas).


As coordenadoras dizem que as deficiências intelectuais prevalecem, ocasionadas principalmente por problemas genéticos, ambientais ou em decorrência de um acidente. “São crianças normais, mas que apresentam uma grande dificuldade em acompanhar os demais colegas de sala de aula, de resolver equações simples”.


Colaborou Swaida Martins

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