Nossa cultura francana vem mudando no caminho da evolução de maneira bastante sensível, havendo que creditar-se a este jornal contribuição valiosa e responsável. Recentemente uma pesquisa encomendada pelo GCN Comunicação tornou possível acoplar ao conhecimento da população um pouco mais de cultura política. A partir de seus resultados, Corrêa Neves Júnior em profundidade ocupou-se de uma análise dos efeitos a serem experimentados mais adiante na eleição de outubro. Nada pode ser contestado do criterioso exame proposto na ‘Gazetilha’ do dia 6/7 de junho (leia em http://www.comerciodafranca.com.br/materia.php?id=57229), explicitando os medos de um retrocesso na demorada conquista de prestígio do poder político, por tantos anos fragilizado entre nós.
Em minha modesta visão, embora vislumbre a possibilidade de se perder terreno no tocante a cadeiras na Assembléia ou Câmara Federal, defendo o objetivo de se buscar aumento da representatividade que já temos. A tentativa em principio pode parecer temerosa, no entanto, me parece possível.
A arte de fazer política implica também em arrojo, além de exigir componentes outros a somar forças gerando confiança e vitória: liderança segura, juízo, inteligência, humildade, unidade partidária com desprendimento. É oportuno também que se atente para o necessário entendimento entre partidos, muitas vezes, de bom alvitre, instados a unirem-se em prol do bem coletivo.
No caso específico de Franca tem-se ouvido referência a pretensos candidatos absolutamente sem qualificação e sem potencial de votos que justifique o absurdo sonho do cargo buscado. Não podem os dirigentes partidários pactuar com insanos desejos de candidaturas desatreladas do interesse público e coletivo, visando unicamente engordar legendas beneficiando a quem nada tem com interesses locais, nomes desconhecidos que jamais ouvimos. Alguns apregoam dobradinhas com candidatos estranhos ao nosso quadro local. Devemos banir esses caça-votos.
Nosso contingente eleitoral pode promover ocupação de cinco cadeiras, 3 na Assembléia e 2 na Câmara Federal? Afianço que sim, desde que as agremiações estabeleçam coligação em torno de únicos dois pretendentes com reais qualificações além dos cargos já ocupados.
Estes, em exercício, irão buscar reeleição e votos complementares também fora de sua base, na região onde tenham sido presentes com trabalho durante seus mandatos.
Aos líderes empresariais, clubes de serviços, entidades de todos os setores, organizações culturais, à sociedade no todo, recomenda-se ação e envolvimento para o crescimento e importância da cidade. Para o sucesso, será necessário que homens e mulheres abandonem a perniciosidade egoísta de somente pensar em si. Ao adquirirmos a consciência de que juntos seremos mais fortes, constaremos a existência de mais recursos e cargos a dividir.
Castremos as candidaturas vazias e sem qualquer chance. Estas se prestarão unicamente a satisfazer vaidades e, pior, engordar legendas em benefício de profissionais da política ou regiões que nada tenham com a nossa. Adotemos já o pensar em nós.
Garcia Netto
Jornalista
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