Por um trânsito menos violento


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Os números não mentem: o motorista Por um trânsito menos violentofrancano continua imprudente e inconsequente, ao mesmo tempo em que a quantidade de veículos na cidade cresce de forma assustadora. A fiscalização eletrônica implantada pela Prefeitura em fevereiro do ano passado parece não intimidar. Os motoristas continuam abusando e pisando no acelerador: mais da metade das multas aplicadas na cidade nos quatro primeiros meses deste ano foi por excesso de velocidade. Entre janeiro e abril, o Setor de Trânsito do município processou 8.553 infrações. Do total de multas, 51% foram registradas pelas radares móveis que vigiam ruas e avenidas. Uso do celular ao volante, falta de cinto de segurança e licenciamento vencido completam o ranking das irregularidades cometidas.


A velocidade máxima permitida em todas as vias da cidade é de 60 km/h. Nas imediações de escolas o limite é 40 km/h. Em apenas quatro meses, 4.370 multas foram aplicadas a motoristas que trafegaram acima do previsto pela lei e romperam a margem de segurança. Os agentes de segurança da cidade, como a Polícia Militar, apontam o excesso de velocidade como a principal causa de batidas e atropelamentos que deixam mortos e feridos. Comparando-se com o mesmo período do ano passado, o número total de multas aplicadas este ano em Franca apresentou um crescimento superior a mil autuações. Ao mesmo tempo, no período de primeiro de janeiro a 10 de junho deste ano, a cidade ganhou 15.728 novos veículos. A frota total já é de 185.884, entre carros, motos, caminhões e outros automotores. Mas o número pode passar dos 200 mil, em razão de carros e motos registrados em outros municípios mas que circulam por aqui. Há dois anos, em 2008, segundo o IBGE, o município tinha pouco mais de 150 mil veículos.


Ou seja, o aumento da frota requer ainda mais atenção no trânsito. Enquanto o número de automóveis cresce, não há ainda soluções de planejamento capaz de tornar as ruas de Franca menos perigosas. Muito pelo contrário: a cidade infla, mas o planejamento do trânsito urbano do início do século passado se mantém. Não há como ampliar as ruas, modificar o tráfego em vias mais problemáticas - e estreitas - ou então desafogar os gargalos que se observam principalmente nas ruas centrais. Uma melhora nos números passa, quase que completamente, por uma conscientização dos próprios condutores do perigo que obrigou a Prefeitura a manter em 60 km/h a velocidade máxima nas vias locais. Resta-nos esperar que os condutores de veículos automotores da cidade se conscientizem da grave situação que vivemos e passem a proceder com prudência, tranquilidade e amor à vida (própria e de terceiros) quando estiverem conduzindo automóveis ou motocicletas. A cidade inteira, com certeza, vai agradecer.

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