A cada quatro anos elas estão na torcida. Pelo Brasil, vibram, gritam e entram no clima dos jogos de futebol que, geralmente, contagiam os homens todos os anos. A Copa do Mundo está aí. A seleção brasileira estreia hoje contra a Coreia do Norte rumo ao hexacampeonato. De olho nos onze jogadores brasileiros em campo, estarão também milhares de mulheres que, apenas neste período, se dedicam a ficar sentadas 90 minutos em frente à televisão - coisa praticamente impossível de pensar durante os campeonatos dos times paulistas, por exemplo.
Mas calma. Antes que você, torcedora de algum clube, levante a bandeira de que é amante do futebol tanto quanto seu pai, irmão ou namorado, vamos logo dizendo que há exceções. Elas são raras, mas existem. E você pode ser uma delas, assim como a auxiliar de escritório Kelly Cristina Silva, 25. Corintiana, ela tem na ponta da língua o nome dos jogadores do seu time, de muitos dos adversários e agora, durante a Copa do Mundo, se veste de verde e amarelo para torcer pelo Brasil. “Sempre gostei de futebol e, quando posso, assisto aos jogos do meu time”, disse. Mas ela mesma reconhece que, durante o Mundial, a torcida é outra. “Copa é Copa, não dá para deixar de acompanhar cada lance, cada minuto de jogo”.
Assim como Kelly, boa parte das mulheres não deve perder o jogo da seleção canarinho hoje. Seja para acompanhar seus namorados ou maridos, apreciar as pernas saradas dos jogadores ou mesmo pelo clima contagiante que a competição espalha.
Emyli Ernestino, 16, admite ser avessa a jogos de futebol, mas agora diz que está em contagem regressiva. “Quero espalhar bandeirinhas coloridas na varanda, onde vamos colocar a televisão. Lá, receberemos alguns amigos do meu pai, do meu irmão e meus também”, disse.
As amigas Simone Vilaça, Michele Vanessa de Almeida e Mariana Lazarini também estão no clima da Copa. A primeira admite ser corintiana e assistir a todos os jogos do seu time do coração. Já Michele e Mariana entregam que apenas durante o Mundial é que se transformam em torcedoras fanáticas. “Torço, choro... Mas confesso que não entendo muito as regras do futebol. Sei quando acontece o gol”, revela Michele. “Entendo pouco de futebol, mas a torcida pelo Brasil é forte”, completa Mariana.
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