Calçado alavanca empregos em nove cidades da região


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EXPANSÃO - Imagem de arquivo mostra banca de pesponto em Franca: trabalho tem se espalhado pelas cidades da região
EXPANSÃO - Imagem de arquivo mostra banca de pesponto em Franca: trabalho tem se espalhado pelas cidades da região

O bom momento vivido pela indústria calçadista de Franca - em quatro meses, oito mil vagas foram geradas na cidade pelo setor - também chegou a nove municípios da região. Incentivadas pelas prefeituras, fábricas francanas abrem novas empresas, contratam terceirizadas e geram empregos. Atualmente, a expansão da produção de calçados garante pelo menos 1.066 postos de trabalho em Pedregulho, Itirapuã, São José da Bela Vista, Jeriquara, Ibiraci, Cristais Paulista, Claraval, Cássia e Capetinga. Outras 212 vagas devem ser criadas nos próximos meses.


São principalmente pespontadores e cortadores contratados por bancas de pesponto terceirizadas ou próprias de grandes e médias indústrias como Carmen Steffens, Mariner, Rafarillo, Braddock, Ferracini e Freeway.


Levantamento informal realizado pelo GCN Comunicação junto a prefeituras e empresas aponta a falta de mão de obra qualificada em Franca, os benefícios oferecidos pelos municípios e os salários mais baixos nas cidades da região como principais razões para a procura de novas áreas pela indústria francana. “Nesses municípios menores é possível encontrar trabalhadores disponíveis para serem treinados, coisa que não há mais por aqui”, disse José Carlos Brigagão do Couto, presidente do Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca).
Prevendo aumento da produção para o segundo semestre, a indústria de calçados Mariner decidiu investir em São José da Bela Vista. “Começamos com uma banca de pesponto terceirizada com 18 funcionários, que já está em funcionamento. Em julho, devemos chegar a 80 pessoas”, disse Paulo Roberto Nunes Coelho, sócio-proprietário da empresa.


A Carmen Steffens é outra que se prepara para experimentar novos ares. De acordo com o empresário Mário Spaniol, em agosto uma banca de pesponto deve ser contratada em Claraval (MG) e gerar 150 empregos. “O negócio ainda não está completamente definido, mas de qualquer jeito vamos continuar formando gente em Franca também”.


PELA REGIÃO
A cidade de Ibiraci, por exemplo, conta com unidades da Ferracini e da Freeway (terceirizada) - as empresas não informam de quantos funcionários dispõem. Para atraí-las, a prefeitura cedeu áreas para que galpões fossem construídos, dá desconto de até 75% no IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e no ISS (Imposto Sobre Serviços) e firma parceria para ministrar cursos de formação de pespontador e cortador. “A fábrica entra com a estrutura e o professor; a prefeitura com organização da inscrição e lanche”, disse o assessor jurídico de Ibiraci, Alexandre Diniz.


Em Pedregulho, o número de sapateiros pode passar de mil. É o que garante Eurípedes Aparecido Porto, secretário municipal do Trabalho. “Até o fim de 2009 tínhamos 614 trabalhadores envolvidos na produção de calçados. Ainda não fizemos as contas deste ano, mas pelo que as empresas nos passam acredito que esse número quase dobrou”, disse o secretário.


Para a fábrica francana Braddock, que tem 45 funcionários na unidade de Pedregulho, a principal vantagem oferecida pelo município é o salário, que chega a ser R$ 150 menor do que os R$ 1,2 mil pagos a pespontadores em Franca.


Colaboraram Paula Faciroli e Patrícia Paim

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