Torcidas brasileiras já tocam na África


| Tempo de leitura: 2 min
Torcedores brasileiros cantam no Soccer City, na África do Sul.
Torcedores brasileiros cantam no Soccer City, na África do Sul.

Instrumentos musicais ostentando a bandeira do Brasil, uma animada turma de amigos e uma planejada aventura pela África. Dos muitos torcedores brasileiros que estão lotando e agitando o país da Copa com toda sua ginga e alegria, há grupos bem organizados com uma proposta um pouco mais “séria” do que os turistas convencionais. São pessoas comuns, que deram uma folga nos seus afazeres em território brasileiro, para conduzir projetos diferenciados, com verdadeiras missões na agenda.


Seja em Sandton ou em Soweto, lá estão eles, com muita disposição e uma ideia em mente: apoiar, sempre na paz, a seleção de Dunga e Kaká com músicas próprias ou recriadas, além de divulgar toda a musicalidade tupiniquim - o que significa, claro, reverberar muito samba por todos os cantos possíveis. Em território sul-africano, onde as pessoas são extremamente receptivas com relação a nós brasileiros, esse tipo de trabalho tem feito sucesso.


No último dia 11 de junho, o disputado jogo entre África do Sul e México estava rolando dentro do Soccer City. Enquanto isso, no lado de fora, silencioso e movimentado apenas por seguranças e voluntários da Fifa, os membros da Bateria Canarinho estavam prestes a começar um ensaio, após terem agitado em favor do time de Carlos Alberto Parreira antes de começar a partida.


Formada por dez integrantes de São Paulo - entre eles um que veio da Austrália - com evidente inclinação musical, a banda está na África do Sul há duas semanas. Após uma breve passagem por Pretória, se estabeleceu em Joanesburgo para apoiar a seleção, que estreia no dia 15, contra a Coreia do Norte.


“Temos muitos sambas-enredo e gritos de guerra para acompanhar e dar uma força para o Brasil onde ele estiver”, disse o fotógrafo Rodrigo Sodré, 35, que faz parte da equipe de músicos de temporada.


Antes de chegar, eles ainda tiveram que gerenciar o problema de excesso de bagagem no vôo. “Foi uma loucura, um trâmite enorme. Tivemos que dividir algumas coisas. Cada um só trouxe uma bagagem para que pudesse trazer, como a segunda mala permitida, um instrumento musical”, explicou, acrescentando que a Bateria Canarinho também vai se apresentar em fan parks e pontos de encontro com Sandton.


Sodré disse que todos têm ingressos garantidos para os jogos da primeira fase do Brasil e pelo menos até as quartas-de-final. O grupo não é patrocinado por ninguém e está bancando todos os gastos. O otimismo está estampado. “Vamos trazer o caneco de novo.”


Enquanto as partidas da seleção não chegam, Sodré e os amigos aproveitam para se preparar. A reportagem do GCN Comunicação acompanhou o ensaio, com direito a maestro, muita concentração e pausas pontuais para correção de erros. Há até um saxofonista no grupo, o ator Guilherme Folco.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários