Copa do Mundo já começou na África


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Sul-africanos com vuvuzelas cantam em Joanesburgo
Sul-africanos com vuvuzelas cantam em Joanesburgo

A África do Sul não quis esperar 11 de junho, dia da abertura oficial da Copa do Mundo de 2010. Dois dias antes do esperado jogo entre África do Sul e México, no Soccer City, os sul-africanos lotaram o subúrbio de Sandton (em Joanesburgo), na tarde de ontem, e demonstraram-se bastante animados.

Incentivados por emissoras de TV e rádio, os torcedores reuniram suas famílias e amigos para prestigiarem os Bafana Bafana, que vêm de uma seqüência de 12 partidas sem derrota. Os torcedores vestiram camisas amarelas e verdes, pintaram suas caras, pegaram suas vuvuzelas e bandeiras e foram para endereços como o Nelson Mandela Square e West Street.
 
A multidão também estava repleta de estrangeiros, especialmente australianos e mexicanos. A festa, que resume o espírito do mundial, começou por volta das 12 horas e reuniu o público recorde de 200 mil pessoas em diferentes ruas de Sandton. O evento tinha término previsto para as 14 horas, mas acabou se estendendo por toda a tarde. No Nelson Mandela Square, a escadaria que fica de frente para a grande estátua do ex-presidente da África do Sul tornou-se um palco de manifestações de diferentes nacionalidades.
 
No meio da confusão, apareceram “de gaiato” alguns torcedores holandeses, americanos, argentinos e, claro, muitos brasileiros - portando instrumentos de percussão para agregar um pouco de samba ao som das ensurdecedoras vuvuzelas. Mais comedidos, os ingleses estavam a observar tudo dos elegantes restaurantes existentes por ali. O momento de celebração da Copa fez até com que um grupo de sul-africanos dançasse em volta da estátua do Nelson Mandela cantando Shosholoza (música que significa “Vá em frente” e lembra os duros tempos do apartheid).
O complexo comercial do Sandton City, que agrega o Nelson Mandela Square, teve uma movimentação acima do normal. Grandes marcas aproveitaram para fazer campanhas promocionais. Nas lojas, funcionários colavam adesivos da bandeira da África do Sul nos rostos dos turistas.
 
O carro aberto com o técnico brasileiro Carlos Alberto Parreira e os craques da seleção sul-africana passou por volta de 14 horas, para delírio de quem estava por lá. Presente na festa, o operário Charlie, 31, estava eufórico. “Estou com muita expectativa para ver os Bafana Bafana vencerem”, disse. Ao ser questionado sobre a importância da Copa do Mundo para a África, ele utilizou o slogan das propagandas de TV locais. “Porque é uma vez na vida.”
Dentre os torcedores estava também Erens, 34, que vive em Soweto.”Este é um tempo de festa na África.”. Seu amigo, Trevor Khurwayo, aproveitou para deixar um prospecto bem otimista. “Vamos jogar contra vocês (Brasil) na final. O resultado será dois a zero para a África do Sul.”

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