Pesquisa é o retrato do momento. Até a eleição, muita coisa vai mudar. É com este discurso que os pré-candidatos a deputado com baixa intenção de voto tentam manter o ânimo e convencer a opinião pública de que podem se eleger. O levantamento do Datalink divulgado pelo GCN Comunicação, domingo, foi o assunto nos bastidores políticos. Enquanto os líderes comemoraram os índices obtidos, nanicos e intermediários se apoiaram em uma improvável reviravolta para manter as esperanças de vitória.
Ex-vereador e candidato a prefeito pelo PT em 2008, Gilson Pelizaro disse ter gostado dos 7,7% que obteve na disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa. Roberto Engler (PSDB), 31,7%, e Gilson de Souza (DEM), 31,2%, lideram a pesquisa. “Considerando que estou há dois anos sem mandato e sem aparecer na mídia, é um percentual considerável. Muitas pessoas não sabem da minha pré-candidatura. Vamos crescer na hora certa”.
Em cinco minutos de entrevista, o vereador Vanderlei Tristão (PTB) citou a palavra “difícil” sete vezes para avaliar suas chances de ganhar as eleições. Quando a pesquisa foi feita, entre os dias 15 e 21 de maio, ele ainda não havia optado por concorrer a deputado federal. Seu nome foi testado para estadual e ele obteve 3,2% das intenções de voto. Ubiali foi o primeiro colocado no levantamento com 30,7%. “Se receber ajuda financeira do partido, vou entrar para ganhar. Sei que a possibilidade é pequena, mas temos que manter o espírito de vitória”.
O vereador Paulo Afonso Ribeiro será o candidato do PT a federal por Franca. Ele avaliou como positivo o índice de 3,7% recebido dos eleitores. “Nossa candidatura ainda nem foi colocada na imprensa como certa. Depois que começar a campanha, é possível que a gente possa mudar este cenário e obter uma expressiva votação. Estou confiante”.
O cantor Giovani (PDT), que faz dupla com seu irmão Gian, desistiu da disputa por uma cadeira na Câmara Federal. Danilo de Andrade, secretário do cantor, disse que a desistência se deu por conta da agenda apertada de shows.
O empresário André Jorge (PP) não atendeu às seis ligações feitas pelo GCN na quarta-feira nem às feitas na quinta-feira para que comentasse o índice de 0,7% que obteve para federal. Integrante do mesmo partido, o vereador Marco Garcia disse ter se surpreendido com a intenção de voto destinada ao colega. “Acreditava que o André Jorge, que foi candidato a vice-prefeito, fosse aparecer na casa de 3%, 4%. Apesar de ter amizade com ele, acho que se realmente quiser manter a candidatura, ele terá de gastar muita sola de sapato e correr atrás de votos”.
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