Polêmica em Cristais faz parar transferência de indústria


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DETERMINAÇÕES -  O biólogo Antônio Lemes Júnior, que trabalha para a empresa Nitrorgan, disse que a indústria estava cumprindo todas as exigências feitas pela Cetesb
DETERMINAÇÕES - O biólogo Antônio Lemes Júnior, que trabalha para a empresa Nitrorgan, disse que a indústria estava cumprindo todas as exigências feitas pela Cetesb

A mudança de endereço da Nitrorgan Compostagem Orgânica, indústria de compostagem que se prepara para deixar a área às margens da Rodovia Cândido Portinari para se instalar em uma propriedade próxima à Rodovia Manuel Carrijo, em Cristais Paulista, gerou polêmica e a transferência do local foi suspensa.


Os sitiantes, futuros vizinhos, fizeram um abaixo-assinado na tentativa de impedir a instalação da empresa. Eles temem a poluição de nascentes e o forte odor causado pela fermentação da matéria-prima (dejetos de aves, suínos e bovinos). A reclamação foi tema de uma audiência pública na última segunda-feira entre os sitiantes, Cetesb e o Ministério Público do Meio Ambiente.


Após analisar o projeto, a Cetesb concedeu licença prévia para a indústria, que tinha começado a trabalhar para atender as exigências para conseguir a permissão de instalação. Entre elas está a impermeabilização do terreno que tem 8.500 metros quadrados. “Para fazer a impermeabilização são necessários 400 caminhões de argila. A empresa já providenciou 21”, disse o biólogo da empresa e presidente do Conselho do Meio Ambiente de Cristais, Antônio Lemes Júnior. O engenheiro de minas Paulo Puccinelli fez um estudo para analisar o solo e o melhor material a ser usado. Outra exigência é o projeto do sistema de drenagem e armazenamento das águas pluviais em caso de contaminação.


As atividades foram paralisadas desde que a polêmica começou. “A empresa não pode fazer nada no local enquanto esse processo durar. Até a próxima terça-feira as pessoas que ainda têm dúvidas sobre o projeto devem encaminhar perguntas para a Cetesb e os responsáveis terão dez dias para responder. Depois disso, faremos um estudo nas minas e nascentes existentes no local a pedido do Ministério Público do Meio Ambiente”, disse o superintendente da Cetesb, Francisco Setti.


A preocupação dos sitiantes tem fundamento. Segundo Setti, apesar de mínimo, há riscos de contaminação. “Se a indústria fizer tudo o que propôs e cumprir todas as exigências, o risco de contaminação do solo e das nascentes é muito baixo”.

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