A abertura desta Copa do Mundo será histórica. A África do Sul tem o élan de poder contar com a "benção" de Nelson Mandela, o mesmo que, em 1995, deu total apoio à seleção de rúgbi do país, os Springboks. O fato, na época, marcou a nação como um dos sinais de que apartheid no país poderia mesmo acabar.
A presença do ex-presidente no jogo de hoje, ao menos por 15 minutos, foi confirmada pela família nesta semana. Ele está com a saúde frágil devido aos seus 91 anos.
A depender do poder "pé quente" de Mandela, os Bafana Bafana estão no caminho da vitória - já que o time de rúgbi do país entrou para aquele mundial desacreditado e acabou se tornando o grande campeão. "Ele não fez nenhum discurso, mas foi muito emocionante vê-lo junto com o time. Eu tenho certeza de que isso ajuda bastante", afirmou o técnico Carlos Alberto Parreira.
A verdade é que o time sul-africano conquistou a nação. Se antes a incidência de desconfiados era presente, agora só se vêem torcedores otimistas. Além disso, a onda Bafana Bafana e todo seu carisma tem seduzido multidões de estrangeiros, principalmente os brasileiros que vêm para o país da Copa. Uma torcida que se traduz em pura identidade cultural, uma amizade recíproca.
A crença geral por aqui é de que é aceitável, no mínimo, que o atacante Mphela (Mamelodi Sundowns) e companhia se classifiquem para a segunda fase. Para alguns mais otimistas, a final é o limite e, claro, contra o Brasil, como vários torcedores disseram à reportagem do GCN Comunicação durante seis semanas de cobertura na África do Sul.
Pela África do Sul, o atacante e maior artilheiro do time, Benni McCarthy (do West Ham), foi cortado por indisciplina. Parreira aposta, então, nos meias Steven Pienaar e Tshabalala.
Na seleção do México, o técnico Javier Aguirre promete três atacantes, entres eles os jovens Giovanni dos Santos e Carlos Vela.
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