CPI da Pedofilia recua e data de vinda a Franca fica sem definição


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ADIAMENTO - Os senadores Romeu Tuma e Magno Malta durante reunião em Brasília: CPI da Pedofilia ainda não marcou data para vinda a Franca
ADIAMENTO - Os senadores Romeu Tuma e Magno Malta durante reunião em Brasília: CPI da Pedofilia ainda não marcou data para vinda a Franca

Contrariando as expectativas, a CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Pedofilia adiou ontem a definição da data de vinda a Franca. O motivo foi a realização de uma audiência pública sobre pedofilia na internet e não há previsão para o agendamento da data. O deslocamento a Franca tem o objetivo de ouvir testemunhas no caso que investiga crimes sexuais que teriam sido cometidos pelo padre José Afonso Dé, 75, ex-vigário da Paróquia São Vicente de Paulo.


Aguardada desde abril, a CPI pretende colher depoimentos de seis adolescentes que supostamente foram alvos dos abusos, dos pais dos menores e de seis padres da cidade. A ideia das oitivas serem realizadas na cidade partiu dos próprios senadores, com o intuito de evitar a ida dos menores até Brasília. No começo do mês, a comissão havia aprovado a convocação de 30 pessoas para depor como testemunhas, mas ontem o senador Romeu Tuma (PTB), vice-presidente da CPI da Pedofilia, considerou o número alto.
 

Segundo fontes ligadas ao Senado, com o começo da Copa do Mundo e posteriormente as atenções voltadas para as eleições de outubro, a probabilidade dos depoimentos não ocorrerem ganha força. Após as eleições, os trabalhos no Senado se encerram em novembro e só voltam em fevereiro de 2011, com a posse dos novos senadores. “Ainda não sabemos quando será definida uma data para a ida da CPI, mas é certo que ela ocorrerá. O atraso acontece porque a comissão se reúne apenas uma vez na semana, além disso, o senador Magno Malta ficou doente”, disse a assessoria de Tuma. Magno Malta (PR) é presidente da comissão.


No começo de maio, Tuma esteve na cidade para conhecer o inquérito e colher informações sobre o processo que corre na Justiça. O objetivo era justificar a vinda da comissão à cidade.
 

Padre Dé é acusado de abusar de meninos com idades entre 13 e 16 anos. Ele foi indiciado por estupro de vulnerável e ato libidinoso mediante fraude. O padre nega as acusações. Ontem o advogado de defesa do religioso, José Chiachiri Neto, disse que conseguiu liminar para a permanência em silêncio do padre durante um possível interrogatório. “A liminar garante ao padre o direito de não responder perguntas que possam incriminá-lo”, disse. Ele acrescentou que até a tarde de ontem, o padre não havia recebido nenhuma convocação da CPI. O advogado também tentou por liminar, mas sem sucesso, impedir que o padre comparecesse a uma provável acareação.

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