Um incêndio de grandes proporções destruiu na tarde de ontem uma residência da Rua Alcino Macedo, no Jardim Aviação, zona Sul. A rápida ação de moradores do bairro evitou que a sapateira DSR, 37, e o filho menor, que dormia em um quarto nos fundos do imóvel, fossem atingidos pelo fogo. Para debelar as chamas, 13 policiais do Corpo de Bombeiros divididos em quatro viaturas participaram da ação. O engenheiro Eduardo Cintra Silva, membro da Defesa Civil e funcionário da Prefeitura Municipal, esteve no local e após avaliar a situação, interditou o imóvel devido ao risco de desabamento.
O fogo teve início por volta das 14 horas. A fumaça que saía do interior da casa chamou a atenção de vizinhos e populares que passavam nas proximidades. O Corpo de Bombeiros foi avisado, mas antes da chegada das viaturas, várias pessoas se mobilizaram para salvar a sapateira que gritava por socorro. Ela ficou presa na garagem sem poder sair pelo único portão existente e que estava trancado.
Populares o arrombaram e retiraram a mulher. Em desespero, ela pedia para salvarem o filho que ainda estava dentro da casa. As labaredas impediram a entrada pela frente. Três homens invadiram uma casa vizinha, foram até os fundos do imóvel, escalaram o muro e antes que o fogo chegasse ao quarto onde a criança dormia, conseguiram resgatá-la junto com o cachorro da família. Os policias do Corpo de Bombeiros levaram cerca de 30 minutos para debelar as chamas. Ninguém pode entrar no imóvel e a polícia não revelou quantos cômodos tinha a residência. Tudo que havia no interior foi destruído. A estrutura ficou comprometida. O delegado Dalmo Mateus Pólo, do 4º Distrito Policial, solicitou a presença de peritos do Instituto de Criminalística. Ele aguardará o resultado dos laudos para determinar as causas do sinistro.
O fogo ateado ao mato de um terreno existente ao lado da casa pode ter provocado o incêndio. "Depois, as chamas podem ter atingido a cobertura de plástico da garagem e dado início ao sinistro, que se alastrou rapidamente. Mas é apenas uma hipótese", disse o sargento Teixeira do Corpo de Bombeiros. Outra tese levantada pelo delegado Dalmo Pólo diz respeito a uma falha na fiação interna do imóvel. "Não descartamos também um curto circuito porque minutos antes do fogo começar, a CPFL religou a energia da casa", revelou Pólo.
Em seu depoimento à polícia, DSR disse que estava na garagem costurando sapatos quando percebeu o fogo no corredor. A mulher contou que ele se alastrou rapidamente por causa da cobertura de plástico da garagem e dos cômodos, além da grande quantidade de espuma para reciclagem armazenada na frente da residência. Ela, o marido e os cinco filhos foram para a casa de parentes.
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