Especialistas dizem que o espaço aberto na economia de Franca para o crescimento do número de vagas de trabalho nos setores comercial e de serviços teve origem nas fábricas de calçados.
Para o sociólogo Agnaldo de Souza Barbosa, que coordena núcleo de pesquisa ligado à Unesp sobre o setor, os motivos seriam, principalmente, as transformações da própria indústria com inovações tecnológicas e a falta de interesse dos jovens por profissões ligadas ao setor de calçados. “Falta uma política pública de valorização do significado que tem esse trabalho industrial, sobretudo o qualificado”, disse.
O economista Hélio Braga, do IPES (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais) do Uni-Facef, inclui na lista de motivos a perda de dinamismo do setor exportador e o aumento do consumo no Brasil. Os francanos acompanham uma tendência nacional de consumo, passando a comprar mais carros, geladeiras, etc. Esse movimento beneficiou principalmente os setores de comércio e de serviços.
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