Indústria produz menos pares de sapatos, porém mais caros


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As adaptações do setor calçadista ao mercado consumidor, apontadas pelo economista Vicente Golfeto, transformaram os sapatos francanos em produtos melhores e mais caros. Ao mesmo tempo em que a produção ganhou qualidade, a quantidade deixa de ser fundamental.


A concorrência da China e as oscilações cambiais leva-ram à procura por novos ni-chos de mercado. “A alternativa foi agregar valor com design, tecnologia e ações de res-ponsabilidade social”, disse o economista Hélio Braga.
 

Dados do Sindifranca (Sindicato das Indústrias Calçadistas de Franca) mostram que em 2001 as indústrias francanas venderam 32 milhões de pares ao preço de US$ 7,70 cada. Em 2008, 28 milhões de pares foram comercializados a US$ 17,44 cada, um crescimento de 126,5% no valor comercia-lizado. “Mudanças assim passam obrigatoriamente por qualificação da mão de obra e desenvolvimento tecnológico”, disse Golfeto.

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