Nova lei faz cadeirinhas para crianças sumirem das lojas


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Redes varejistas, hipermercados, lojas de móveis para bebês e até de brinquedos infantis. A corrida dos pais para a compra da cadeirinha de transporte de crianças - equipamento de segurança obrigatório nos carros a partir de amanhã -fez alguns modelos do produto sumirem destes estabelecimentos em Franca. Ontem, na antevéspera do início da fiscalização da regra, a reportagem do Comércio entrou em contato com dez lojas que vendem o dispositivo. Seis delas tinham as cadeirinhas, mas nenhuma apresentava todos os modelos exigidos. Outras quatro estavam com os estoques esgotados. A partir desta quarta-feira, o motorista que for encontrado levando criança sem a cadeirinha receberá multa de R$ 191,54 (considerada gravíssima) e perderá sete pontos na carteira.


Os modelos variam conforme o peso e a idade da criança. A recomendação é que recém-nascidos e bebês até um ano ou o correspondente a 13 quilos sejam transportados no bebê conforto. De nove a 25 quilos ou de um a quatro anos em média, a criança deve ser levada em cadeirinha. De quatro a sete anos e meio, o ideal é o uso de assentos. Acima desta idade até dez anos, a criança continua a viajar no banco traseiro, mas só com a utilização do cinto de segurança.


Dos quatro modelos disponíveis no mercado, o mais difícil de ser encontrado é o assento. Das dez lojas pesquisadas, apenas uma possuía o produto. “O que chega, logo sai da loja. Há um mês tem sido assim”, disse o gerente Jefferson Prado.


Na Locomotiva Presentes, a gerente Tamires Corandim disse que de cada dez clientes na loja, quatro estão em busca das cadeirinhas. No Reino da Criança, a lista de espera tinha na manhã de segunda-feira 50 clientes. “A previsão para a entrega é ainda para o dia 20”, disse a proprietária Nancy Yuriko Tanaka.


Em razão da demanda em alta, o preço de venda das cadeirinhas tem sido outra dificuldade. Os modelos variam a partir de R$ 150, podendo chegar a custar mais de R$ 500. Valores considerados altos para a população de baixa renda. “Devido à grande procura, é natural que o valor aumente”, disse o gerente da Lojas Xavier, Silas Abel Carneiro.


Até mesmo em sites como Magazine Luiza e Americanas, há falta das cadeirinhas. A informação é que alguns modelos estão esgotados. “A lei que passa a valer nesta quarta será fiscalizada, independente se o pai conseguiu comprar o produto ou não. Vamos fazer a fiscalização rotineira, sem brechas. A única alternativa posterior será entrar com algum recurso contra a multa”, disse o capitão Alexandre Wellington, da Polícia Militar de Franca.
Veja o quadro abaixo:

Colaborou Tuane Bonfim

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