Se você é da turma dos caçadores de namorados - ou namoradas -, não se dão por satisfeitos de ir para a balada somente para se divertir e se entristecem em voltar para casa sem beijar na boca, desculpe, mas esse Se Liga pode te desagradar. Há 96 horas do dia mais romântico do ano, a matéria de hoje é sobre aquelas pessoas que estão solteiras por opção própria, são independentes e não vivem seus dias esperando o príncipe ou a princesa chegar.
Isso não quer dizer que elas não querem conhecer alguém e que não sonhem casar e ter filhos, o fato é que nossos entrevistados não têm a mínima pressa para que isso aconteça. Os solteiros convictos sabem exatamente o sabor de estarem na pista e como aproveitar suas vidas sozinhos.
O publicitário Marçal Simeão dos Santos, 23, nunca teve uma namorada, sai pelo menos três vezes por semana, vive rodeado de amigos e não dá satisfação da sua vida para ninguém. “De compromisso já me bastam os impostos que eu pago. Sou solteiro e feliz. Não me imagino namorando, pelo menos não agora”, conta. Mas a decisão tem um porque. Marçal quer antes de assumir um namoro organizar sua vida profissional.
Assim como Marçal, Daiany Cristine, 28, também publicitária e produtora de áudio, não pensa em se amarrar tão cedo. É solteira e muito feliz na condição em que está. “Para estar com alguém tem que ser com quem queira dividir alguma coisa, e dividir está difícil”, conta. Daiany acredita que com o tempo tenha ficado mais exigente com o tipo de parceiro ideal e por conta disso focou seus interesses em outra coisa: a vida profissional. “Se tivesse me casado quando era mais nova talvez até tivesse dado certo, mas com certeza não teria a carreira que tenho hoje”, diz a publicitária. Daiany é independente e o que mais gosta é não ter que dar satisfação. “Não procuro um namorado para pagar minhas contas, porque isso eu já faço. Hoje só fico com alguém se for para valer. Não aceito ser feliz pela metade”, garante.
Simone Ronca, 25, também está no time das solteiras felizes. Há três anos sem um relacionamento sério, ela não se preocupa com o rótulo de solitária. Até porque, ela não é. Trabalhando no escritório de uma boate, a balada é praticamente sua segunda casa. “Quando não estou trabalhando estou me divertindo. Não há preço e companhia que pague a liberdade e o sossego que eu tenho”.
Para o psicólogo João Doná, uma série de fatores proporcionaram o aumento do número de pessoas solteiras. Segundo ele, há poucas gerações era difícil ver alguém perto dos 30 sem um casamento. Hoje isso mudou. “As pessoas têm outras prioridades: liberdade pessoal e financeira são colocadas muitas vezes na frente dos compromissos afetivos”, conta o psicólogo. O tempo de solteirice pode ser aproveitado, segundo ele, de muitas formas, inclusive para o autoconhecimento.
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