Em duas semanas, cinco pessoas foram roubadas após fazerem saques em agências bancárias de Franca. São pessoas que tiveram os passos seguidos de perto por criminosos e que foram atacadas na melhor oportunidade. De tão popular, o roubo ganhou o apelido de 'saidinha de banco' e despertou a atenção das autoridades. A polícia montou equipe exclusiva para identificar e prender os autores da quadrilha especializada em praticar esta modalidade de crime. Na Assembleia Legislativa e na Câmara de Vereadores tramitam projetos de lei para tentar coibir a ação dos assaltantes.
Na semana passada, o vereador Válter Gomes (PSB) protocolou uma proposta na Câmara para proibir o uso de telefones celulares e de rádios de comunicação dentro das agências bancárias. Ele entende que a medida dificultará a comunicação entre os membros da quadrilha. "Normalmente, um criminoso se infiltra aos clientes e fica observando quem saca quantias expressivas em dinheiro. Depois, usando o telefone, avisa os comparsas do lado de fora e passa as características da vítima, que é seguida e assaltada".
O projeto de Válter Gomes prevê, ainda, que todos os bancos de Franca sejam obrigados a instalar pelo menos três câmeras de vídeo nas fachadas externas para monitorar a movimentação de pessoas nas proximidades. O vereador entende que as imagens podem ajudar a polícia a identificar os autores dos roubos. "A medida tem o objetivo de proporcionar segurança à população. Nada mais justo do que a rede bancária, que aufere altos lucros, proporcionar o mínimo de segurança aos seus clientes". Ainda não há uma previsão de quando o projeto será votado.
Propostas semelhantes estão sendo aprovadas em todo o País. No fim de maio, a Câmara de Curitiba (PR) proibiu o uso de celulares dentro dos bancos. O deputado ribeirãopretano, Baleia Rossi (PMDB), quer estender a medida para todo o Estado. No mês passado, ele apresentou projeto de lei na Assembleia Legislativa para proibir o uso de aparelhos celulares dentro de bancos no Estado de São Paulo.
Titular do 1º DP, delegacia que concentra a maior parte deste tipo de ocorrência na área central, o delegado Luiz Carlos da Silva avalia que a proibição de celulares pode ajudar, mas não evitará a ação dos assaltantes. Para ele, a melhor alternativa para evitar a "saidinha de banco" é não circular com grandes quantias em dinheiro. "Auxilia sim. Mas, na verdade, para sair de uma agência bancária e avisar um comparsa, talvez, não tenha tanta importância estar com o celular. Eles podem ficar sem o aparelho dentro da agência, observar a vítima e depois, do lado de fora, agir. Mas tudo que for para dificultar a ação do marginal é válido". Na opinião do policial, a instalação de câmeras diante dos bancos será, sim, uma ferramenta importante para auxiliar nas investigações.
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